domingo, outubro 22, 2006

Casa da Familia Osorio e Castro - Algodres


Esta e uma das duas casas existentes em Algodres, que ostentam o brasao de armas da familia. Todavia esta e mais antiga, fica situada no Largo da Nogueira, a outra e a que anteriormente foi o edificio municipal e judicial do antigo concelho, a ela me referirei mais adiante.
E uma construcao tipica das casas da Beira, em granito e com um balcao e alpendre. Numa das esquinas da casa fica o brazao dos Osorios e Castro Cabral de Albuquerque, no entanto este, creio e muito mais recente que a casa.
Encontra-se recentemente recuperada e apresentavel, no entanto digam-me os meus amigos, se nao teria ficado muito melhor com as colunas em madeira como eu a conheci, do que com estas em granito polido, que qualquer leigo ve nao fazerem parte desta construcao, nem elas, nem a balaustrada tambem em granito polido.
Se ao menos tivessem feito essas contrucoes em granito aparelhado, com o tempo iria ficar semelhante, mas sao gostos e com eles, perde parte do valor uma casa tao antiga.
A familia Osorio era originaria de Castela, assentou o primeiro solar na vizinha e antiga vila de Figueiro da Granja, no seculo XIV. Espalhou-se por toda esta nossa Beira, deixando varios ramos. Teve tambem ligacoes com os Pedrosos, com solar em Vila Cha (d'Algodres) a que ja me referi anteriormente. Presentemente os proprietarios deste solar de Vila Cha, sao os descendentes destes Osorio e Castro.

11 comentários:

Alex disse...

Tem toda a razão amigo Cardoso. A casa é muito bonita e com umas madeirinhas tinha ficado com um ar bem mais adequado.
Provavelmente daqui a alguns anos a pedra vai ficar mais escurecida e já não se evidenciam tanto estes novos elementos introduzidos.

Um abarço

Moura disse...

Tenho mesmo de ir qualquer dia a Fornos de Algodres!
Estou curioso devido aos seus posts recheados de História!

O Micróbio II disse...

Os "Osório & Castro" têm aí um belo património...

João Moutinho disse...

Linkei o seu blog.

eduardo disse...

De facto (e já estive a ver a foto minuciosamente em ponto grande), as colunas "traiem" a originalidade.
Pode ser que haja forma de lhes dar um tom mais adequado utilizando produtos modernos, mas eu de arquitectura percebo nada, hehe...

Importante mesmo, é a tua veia historiadora e os conhecimentos que partilhas com a rapaziada que vai passando por aqui.

Um abraço e boa semana.

João Moutinho disse...

O povo (judeu, cristão ou muçulmnano) foi construindo com o que podia era mais prático.
A dita "traça" só mais tarde veio a ser considerada.

Belzebu disse...

Mais uma pequena maravilha que nos dás a conhecer, apesar do mau gosto das colunas!
Quero que saibas que li com toda a atenção o teu post sobre a familia Coimbra, mas não consegui comentar! Isto anda mesmo mau! Ou se calhar sou eu que sou trengo!!!

eheheh!! Saudações infernais!

Anónimo disse...

Tem o meu amigo Al toda arazão, mas como diz o Alex, o tempo há-de dar uma patine mais apropriada aos novos elementos introduzidos. Pena é de facto o granito ser polido...

Carlos de Matos disse...

Boas

A casa è tipica das Beiras, mas parece-me ser do século XVIII ?

Os restauros em Portugal são infelizemente à base de cimento... ou de pvc... As obras não deixam lugar ao trabalho artisanal da madeira, das feragens etc...
Esse gosto pelo cimento traz a destruição de muito patrimonio mesmo por entidades publicas.

Um abraço à Todos de Paris

Cps

Nuno disse...

Vivam!
Este genero de arquitectura baseada em pilares era tipico em algumas casas da nossa Beira. Aqui em Trancoso existe uma casa muito parecida, hoje é um restaurante mas em tempos foi a casa do Padre Costa, grande contribuinte para o repovoamento da Beira Alta em tempos bastantes remotos. Também o antigo quartel General Beresford tem algumas semelhanças.

Abraço de Trancoso
Nuno - Blog Beira Medieval

Anónimo disse...

Caso Cardoso

Tem toda a razão, mas esqueceu-se de um outro solar tão bonito ou mais (pelo menos até há uns 30 anos atrás) que fica na Muxagata, a Casa de Dona Albertina Osório de Castro Cabral e Albuquerque de Azevedo!!!

Abraço

Eduardo Lopes d'Oliveira