quinta-feira, dezembro 01, 2005

SOLAR DOS PEDROSOS


Ja me havia referido a este solar e familia a algum tempo atraz, nessa altura publiquei uma foto em que aparecia a capela em mais destaque. Aquela foto tem cerca de vinte anos.
Esta que agora publico e muito mais recente, e, aparece em muito mais destaque o solar, em embora nao o inclua na totalidade. Sem ter certezas mas pela sobriedade da construcao, creio que datara do seculo XIV, pois ainda se nao aparecem os floriados manuelinos ou barrocos, e, embora esta familia seja fidalga e com brasao proprio, este nunca foi colocado na construcao, o que denota talvez uma certa humildade destes fidalgos, que nunca necessitaram de se ufanar para serem considerados, pois a sua origem e as suas qualidades falavam por eles.
Quanto teriam que aprender com eles os "novos ricos".
Pena as viaturas encobrirem uma parte do mesmo.

7 comentários:

JL disse...

É um solar bonito! Desde que colocou este artigo que me questiono se o verdadeiro motivo da não colocação do Brazão terá sido esse que aventa. Sei pouco sobre a matéria e muito menos sobre o solar e a familia em questão. Mas, julgo saber, que era hábito os descendentes bastardos não usarem o brazão ou só metade do mesmo. Não é assim?

al cardoso disse...

Caro JL:
Estara correcto na parte em que se refere aos bastardos, no entanto nao creio que seja este o caso. Embora tambem nao saiba muito sobre a familia, posso informar o seguite: O nome Pedroso que passou a titular desta familia, nao vem por via varonil (se consultar uma anterior entrada vera que este apelido vem atravez de um casamento,) o apelido do fidalgo titular deste solar (ou ate nem seria ainda este o edificio) era por via varonil o Soveral. Creio que estes Soverais ja residem nesta aldeia desde o seculo XIV, e como sabe o uso de pedras de armas muitissimo mais recente.

GreenSky disse...

Onde fica o solar?
Quem pode esclarecer melhor algumas duvidas é aqui o amigo http://www.neoarqueo.blogspot.com/

Um abraço

al cardoso disse...

O solar fica no largo do Terreiro na freguesia de Vila Cha, concelho de Fornos de Algodres.
Bem haja, sou leitor do seu blog tambem.

TSFM disse...

Começo por referir que a História é uma Disciplina vasta e divide-se enquanto curso universitário em três áreas ou variantes:a minha que é a Arqueologia, a outra que é a História e a outra que é a História da Arte. É precisamente este "ramo" que se debruça com rigor sobre estas temáticas. Porém, metendo um pouco a foice em seara alheia atrevo-me a referir o seguinte:
Numa análise primária o solar não me parece ser do século XIV, parece-me antes mais tardio, dos finais do sec XVI,séculos XVII e XVIII. Trat-se de um palácio que provavelmente terá tiudo a sua fundação no século que referiu, mas as características que hoje se observam denotam as influências dos séculos que referi: 1-A forma das janelas, sobretudo a torça em arco muito abatido; 2- A pilastra ao lado da capela, junto à porta que é encimada pela "clarabóia", 3- própria clarabóia. 4-Os pináculos que encimam as pilastras da capela e ladeiam a cruz. 5- a cruz. A cornija de remate do telhado. Quanto à torre sineira esta parece-me ser mais antiga que os elementos arquitetónicos que referi.A capela em si também me parece ser mais antiga que o resto do conjunto. Em suma parece-me que estamos perante um conjunto que sofreu várias obras e estas foram acontecendo ao longo dos tempos, reflectindo por isso as várias influências. Mas , se o amigo Lopes cardoso tiver mais uns momentos de paciência eu vou imediatamente enviar esta foto a uma colega minha que é precisamente de História de Arte e fará uma análise de especilista. Até lá agradeço as palavras que me endereçou no mail que me enviou.

TSFM disse...

Caro Albino Cardoso,

Apesar dos dois terços de Judeus na população de Portugal, conforme refere no seu post anterior, parece-me que eu não estarei nesse grupo, acredito mais pela minha tez e pela tez da minha família do lado materno ter sobretudo costelas dos mouros, marroquinos sobretudo. Devo afiançar-lhe que já estive por duas vezes em Marrocos e foi sempre natural os marroquinos dirigirem-se a mim, apesar das minhas roupas bastante mais ocidentais que as ocidentais roupas deles, na lígua deles e cinfundirem-me com um deles. Em Paris, por diversas vezes tive a sorte de lá ter estado e, e os amgrebinos abordavam-me em árabe. Para já não falar num tio meu. Bom, mas o que lhe quero referir é que já "encomendei" a análise do Solar dos Pedroso a uma colega de Histária de Arte, e mal a tenha, enviar-lha-ei, por isso peço que considere a análise que fiz no seu blog provisória, feita por um Arqueólogo, cuja àrea de intervenção não é propriamente essa.

al cardoso disse...

Caro Antonio Tavares:
Bem haja pelo abalizado comentario, e pela disponibilidade de fazer chegar as minhas duvidas a pessoas mas entendidas em historia de arte.
Concordo com o meu amigo que a construcao ou reconstrucao datara do seculo XVII e seguintes, (o interior da capela e barroco com altar em talha dourada e tem caixotoes com pinturas iconograficas no tecto).
Tambem acerca da familia so sei que o mais antigo documento comnhecido refere o fidalgo Jose Inacio de Almeida Soveral em 1687, e foi ele com um casamento de uma senhora Pedroso, instituiu esta familia a quem concedido brazao de fidalguia e que a partir dele nunca mais usou o apelido Soveral.
E muito provavel e que tenho sido este quem construiu este solar sobre um outro mais antigo, ou o antigo solar da familia Soveral fosse num outro edificio, provavelmente numa antiga casa que eu ainda conheci em ruinas nos anos 60 do seculo passado, junto a igreja.