quinta-feira, junho 19, 2014

Os 500 anos, do foral manuelino da Vila da Matanca!

Felizmente a Senhora presidente da junta da freguesia da Matança, achou e muito bem digo eu, que 500 anos não são 500 dias e que o foral manuelino, concedido a este concelho da Matança, devia ser comemorado!
Por vezes nem são necessários muitos gastos, para dar dignidade a uma data tão redonda, pelo que desde já os meus sinceros parabéns; a Vila da Matança, e a sua junta da freguesia.


sexta-feira, junho 13, 2014

Furtado, uma aldeia quase toda "judaica"!

Já tinha conhecimento atravez do meu amigo José Levy Domingos, que era na aldeia do Furtado, freguesia de Algodres, onde se encontravam em grande quantidade, muitos dos vestígios de "judeus" e "cristãos-novos" no actual Município de Fornos de Algodres!
Este Maio tive algum tempo (pouco), e por la andei a meter bedelho.
De facto por la ainda existem, embora algumas já reconstruídas e descaraterizadas, muitas casas que nos levam para esse património. Mas pelo andamento, creio que se brevemente se não lhe puserem a mão, caiem completamente casas tão antigas!
Dentro dos possíveis, tentei guardar em fotografia para a posteridade, algumas delas, esperando que D*us me possa ajudar futuramente, para um melhor trabalho!
Aqui vos deixo esta bela ruína, de uma casa de balcão, com uma porta com portal em ângulo de 45 graus, a exemplo de muitas outras que por la há!

quarta-feira, maio 07, 2014

O granito marcado; Vila Cha, Fornos de Algodres!


Junto a esta linda casa granítica de "balcão", viram os meus olhos a luz do dia, e nessa escada muita vez brinquei. Embora uma casa modesta e com pouco pé de alto, que tinha as suas vantagens, nas geladas noites invernis da minha Beira mais alta. Conserva ate aos dias de hoje as marcas cristas, de uma gente que com vontade, ou sem ela, não teve outro remédio que tornar-se crista fervente!
Dir-me-ao os arqueólogos de formação clássica, que estas marcas cruciformes e outras, não tem nada a ver com judeus convertidos.
Mas porque será que numa pequena aldeia já existente no século XIV, e em que a sua pequena mas antiga igreja, que provavelmente datara dessa época, e o seu monumento mais antigo, só persistem essas marcas cruciformes em duas das suas casas.
Será que os habitantes destas duas casas, eram os únicos cristãos fervorosos, nesta aldeia? Ou eram os únicos que tinham medo, de que dissessem que não eram cristãos, e os pudessem denunciar, como não o sendo?
Embora não tenha provavelmente nenhuma importância, os ainda actuais proprietarios desta casa são "Carvalho", e os da outra, eram "Cruz"!

quarta-feira, abril 30, 2014

"AQUI d'ALGODRES"!: Os 500 Anos do Foral Manuelino de Algodres!

"AQUI d'ALGODRES"!: Os 500 Anos do Foral Manuelino de Algodres!: Iniciando-se hoje o mês de Maio, em que no seu dia 30, se celebram os 500 anos de foral de Algodres, concedido por D. Manuel I, no ano de 15...

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Os 500 anos dos Forais Manuelinos!

Fotografia antiga, do Pelourinho da Vila de Algodres
A exemplo de muitos outros municípios, estão a acontecer os quinhentos anos, da atribuição dos "forais novos" de D. Manuel I, a muitos dos antigos e actuais concelhos portugueses, no nosso caso são os forais aos concelhos de Algodres e da Matança!
Os "forais novos", foram concedidos a todos os concelhos, que já tivessem tido forais anteriormente e, foram não só, para confirmar os direitos desses concelhos, mas também para a actualização das suas contribuicoes para o reino.
No caso de Algodres, um dos mais antigos e maiores concelhos da região, que teve uma "carta de povoação"(*) (inquiricoes da Beira e Alem Douro, D. Afonso III, 1258) concedida por "Donnus S. Menendi", (supõe-se que seja D. Soeiro Mendes I, um dos grandes senhores do "Condado Portucalense , que viveu entre 1081 e 1103) em data incerta, mas seguramente antes de 1169.
Que alguns autores afirmam, ter tido foral por D. Sancho I em 1200 (desconhece-se actualmente esse documento).
Teve foral por D. Dinis, concedido no dia 6 de marco de 1311 ( 1349 da era de César).
Viu esse foral confirmado por D. Manuel I, por um novo, em Lisboa no dia 30 de Maio de 1514!

Embora agora possamos celebrar, os 500 anos deste foral de D. Manuel.
Deixamos passar sem nenhuma referencia, os 700 anos do foral de D. Dinis em 2011!

Quanto ao concelho da Matança, o primeiro foral que se conhece e o de D. Afonso III de 1270, (concedido a Terra da "Matancia", em Évora no dia 31 de Janeiro, de 1270) Portanto há 744 anos!
Foi este foral, que D. Manuel I confirmou com um "foral novo", em Lisboa no dia 24 de Julho de 1514, vai portanto fazer também 500 anos.

Já que deixamos passar também, sem nenhuma referencia os 740 anos do foral de D. Afonso III, no ano de 2010, devemos sim celebrar esta efeméride, pois 500 anos não são quinhentos dias!

O interessante nesta historia , e que nos anos de 2010 e 2011, poder-se-ia ter celebrado, os 740 anos do foral da Matança, os 700 anos do foral de Fornos de Algodres (sim, Fornos de Algodres, teve um foral concedido por D. Dinis em 28 de Maio de 1310), (1349 da era de César) os 810 anos do hipotético foral de D. Sancho I, e no ano seguinte os 700 do foral de Algodres de D. Dinis!

Fotografia antiga, do Pelourinho da Vila da Matança
Embora eu tenha feito os meus possíveis nessa altura, foram sugestões não aproveitadas, talvez porque estas coisas da historia não interessam, a menos que a ideia parta de pessoas que não sejam; "sumidades"!

Já que estamos nesta altura de evocar a nossa historia municipal, queria aqui deixar publicamente uma sugestão: Como existem imensas ruas na Vila de Fornos de Algodres, ainda sem nome, gostava de sugerir os nomes dos Reis, que concederam os vários forais a terras do actual Município:
D. Afonso III, D. Dinis e D. Manuel I.
Embora se pudesse considerar também D. Sancho I, devido a que se não conhece esse foral, creio que não deveria ser considerado, ate que se descubra, ou algum documento que a ele faca referencia

Em 2018, também vão ser os 500 anos, do foral de Figueiró da Granja, mas nessa altura se ainda for vivo, me referirei a ele. 

*(As "cartas de povoação" foram os mais antigos documentos forais. concedidos a terras que mais tarde fizeram parte, do Reino de Portugal)

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Portal Quinhentista!

Portal Quinhentista, Rua da Torre, Fornos de Algodres.
O edifício onde se encontra este portal, já a ele me referi noutras alturas, e, embora nele existam varias gravacoes relacionadas com "cristãos-novos", (antigos judeus) nunca me tinha apercebido que na ombreira direita do portal, se encontra já bastante erroida uma estrela de David, o que ainda mais vem provar, tudo aquilo que eu tenho referido!
Já apresentei a hipótese de aqui ter sido a casa do Rabi, ou ate a sinagoga ou casa de oração, da "comuna judaica de Fornos"! Tiraríamos muitas duvidas se nos fosse possível aceder ao interior, mas como a casa se encontra desabitada, e, aparentemente ninguém sabe quem tem a chave, ficamos sempre na duvida!

Esta fotografia tenho que agradece-la, ao blog: http://solaresebrasoes.blogspot.com
BEM HAJAM.

segunda-feira, junho 10, 2013

O Armario "Judaico" de Vila Cha!

Na ultima estadia na minha "terra de Algodres", tive oportunidade de fotografar um armário que julgo ser "judaico", existente no interior de uma casa, já minha conhecida durante a infância, que e propriedade, de uma senhora muito amiga da minha família.
Já varias vezes me referi a esta casa antiga de "balcão", pela existência na sua fachada de uma inscrição, que já há muito relaciono com "cristãos-novos".
Também o senhor José Levy Domingos, ai fotografou essa inscrição e, ate encontrou junto a uma janela, um outro cruciforme, que a mim menos treinado de vista, sempre me tinha passado desapercebido.
Já criança, me lembrava muito bem desse armário, mas nunca tinha tido a oportunidade de o fotografar, e ver com mais detalhe. Desta vez fiz estas fotografias que apresento, que me dão quase a certeza, que este armário terá sido anteriormente a conversão dos judeus, um armário usado para colocar as escrituras e outros objectos do culto judaico.
Embora sem muito trabalho artístico tem uma base interessante, mas o mais importante quanto a mim, e a pedra com gravacoes no seu lado esquerdo, que podem muito bem ser interpretadas como um "menorah"!
Devo notar também, que a exemplo do usual, se encontra virado para Jerusalém e, que, só se encontra uma parte, porque o resto esta embutido numa parede construída posteriormente, o que indicia que a casa adjacente a altura desta construção, era parte desta.
Terá talvez algum significado, que ate aos dias de hoje, a proprietaria desta casa e de apelido "Carvalho", que a casa adjacente a que me referi, onde a minha pessoa viu a luz do dia, foi propriedade de uma senhora "Maria da Luz", que antes de viver nesta casa, residiu na arruinada aldeia das "Cortes"! Povoação que eu tenho afirmado, ter sido construída por "cristãos-novos", no século XVI-XVII, junto a Vila Chã, mas já no limite territorial de Figueiró da Granja!




terça-feira, maio 28, 2013

Nossa Senhora "das Bouas Novas"!


Estou completamente convencido, que esta e a imagem original, da "Senhora das Boas Novas", que foi venerada por centenas de anos, na igreja paroquial de Vila Chã, no município de Fornos de Algodres!
A razão desta minha convicção, tem a alicerça-la os seguintes factos:
Primeiramente sempre ouvi as pessoas mais idosas da minha terra, nos longinquos anos sessenta, referir-se a esta imagem como: "Nossa Senhora das Boas Novas".
Em segundo lugar, porque esta imagem e uma antiga imagem gótica em pedra, que estará de acordo com a fundação da igreja de Vila Chã, povoação que já existia no século XIV.
Também porque, esta imagem tem muito mais que ver, com a existente pintura do tecto da nave da igreja, onde ao contrario da imagem actual existente no altar mor, aqui o menino Jesus encontra-se vestido e não nu, como naquela!
Ainda porque, esta imagem tem o tamanho ideal, para ser colocada no nicho que se encontra inserido no antigo retábulo, que era o anterior altar, antes da construção do altar barroco actual.

Esta imagem, actualmente encontra-se na capela particular de Nossa Senhora do Carmo, que pertence a casa solar dos Soveral/Pedroso.

Suponho que terá sido esta família, quem terá ofertado a actual imagem da "Senhora", actualmente venerada na igreja, que e uma bela imagem do final do barroco, Existe no corredor da igreja gravada na pedra a data de 1822, que eu creio ser a data da reconstrução, dos actuais altares e daquela imagem!

A ser verdade tudo isto, estaria explicada a razão desta antiquíssima imagem, se encontrar nesta capela particular!

quarta-feira, abril 24, 2013

"AQUI d'ALGODRES"!: "TERRA" ou "Terras de Algodres"?!

Busto do "Algodres", popularmente o fundador da "Terra de Algodres", existente na fachada posterior da Igreja Matriz de Algodres.
"AQUI d'ALGODRES"!: "TERRA" ou "Terras de Algodres"?!

segunda-feira, abril 15, 2013

"Enfias", (Infias) em Principios do seculo XVIII!

Igreja Paroquial de S. Pedro.
Na "Coreografia Portuguesa" escrita pelo padre António Carvalho Costa, e publicada em Dezembro de 1708, era assim descrita a nossa vila de Infias:

A ortografia e a original e, os comentários entre parentes são meus!

....."A Villa, &; Concelho de Enfias fica a seis legoas ao nascente de Vizeu, he terra muy limitada, (pequena) tem 50 vizinhos (fogos=famílias) com hua Igreja Paroquial da invocação de São Pedro, Abadia do Bispo de Vizeu, &; duas Ermidas. (Capelas: a de Santa Isabel na Quinta do Casainho e, a de Nossa Senhora da Graça, encostada pelo lado de fora a fachada sul da Igreja) Tem Juiz ordinário, (Juiz e presidente da câmara) &; hum Escrivão que serve todos os officios da Terra. &; no que toca ao militar he annexo ao Concelho de Tavares. (interessante o facto de, embora junto a Vila de Fornos de Algodres, que fica a 1 quilometro e, que tinha uma companhia de ordenanças, estava anexada ao Concelho de Tavares, na área militar, concelho esse que fica muito mais longe!)

Quem sabe não seria, porque já nesses tempos existiam rivalidades, entre Infias e Fornos, rivalidades essas, que ainda hoje um pouco mais esbatidas, ainda existem!

A titulo de informação devo acrescentar, que nenhuma dessas duas capelas existe actualmente.
A de Santa Isabel, no Casainho, era uma capela vinculada da família Melo, que estando já arruinada quando o Marquez de Tomar adquiriu a propriedade, no século XIX, foi abandonada e, em princípios do século XX, foi transformada em residência de ferias, da família Costa Cabral!
A esta capela, vinha uma romaria no dia da Santa: 4 de Julho, da vila de Fornos e da antiga freguesia do Ramirao, com celebração de missa. Informa-nos o Monsenhor Pinheiro Marques, no "Terras de Algodres", que ainda em princípios do século XX se realizava a romaria, mas que porque a capela estava arruinada, a missa já se realizava na igreja de S. Pedro. Suponho que a imagem de Santa Isabel, continua na posse da família proprietaria, da Quinta do Casainho.
Quanto a capela de Nossa Senhora da Graça, que era pertença do povo, de que há também noticia, na Descrição das povoacoes do Reino no século XVII e, nos interrogatorios do século XVIII (1758) e bem assim, em vários documentos da diocese de Viseu. Embora sem certezas nenhumas, estou em crer que terá sido demolida aquando das obras na igreja, no século XIX (1822); quando foi construído o actual campanário de duas ventanas, pois o anterior era de uma só! E também para a abertura da estrada; (actualmente Avenida Principal) que liga ao cruzamento da actual estrada que segue para a Matança! Neste momento e tanto quanto sei, nem da imagem da Virgem existem rastos!

terça-feira, abril 02, 2013

"Santa Eufemia da Matanca" I

Capela romano/gótica de Santa Eufémia, Matança, Fornos de Algodres.

Como ainda estamos na época da Pascoa e porque, foi nesta Segunda Feira da Pascoa, que no antigo concelho da Matança, se celebrou a festa da milagrosa "Santa Eufémia". (o outro dia e o 16 de Setembro) Quero deixar novamente uma pequena referencia a esta ermida e, a um outro facto provavelmente desconhecido de muita gente, não mencionado em nenhum livro ou ate folheto turístico, tanto quanto sei!
Primeiramente gostaria de me referir a esta invocação; (Santa Eufémia) muito enraizada em Portugal, mas e principalmente, a norte do rio Tejo!
Como muitos de vos sabereis Santa Eufémia, não e uma única santa, existem documentadas varias santas Eufemias, sendo as mais conhecidas a de Braga ou Ourense, que se encontra sepultada na catedral de Ourense, na Galiza; a Romana que se encontra sepultada na igreja paroquial de Santa Maria Maior, em Dorno, diocese de Vigevano, arquidiocese de Milão e, a de Calcedónia cidade da Ásia Menor e que se encontra sepultada na catedral da cidade de Rovinj na Croácia.
Da Santa Eufémia romana, sei muito pouco e nem sei bem como foi o seu martírio, que aconteceu durante os primeiros tempos do cristianismo, mas ainda durante o império romano pagão, o seu corpo foi encontrado nas catacumbas de Roma.
A Santa Eufémia da Calcedónia e a mais conhecida e historicamente melhor documentada, foi filha de um nobre Senador romano já cristianizado e, viveu entre os anos de 284-305, durante o império de Diocleciano. Devido a sua beleza foi desejada pelo juiz Opisco, que não a convencendo pois desejava conservar-se virgem, a martirizou, sendo depois deitada ao fosso dos leões, que ficaram mansos e nada lhe fizeram, então num misto de furor e raiva o próprio juiz trespassou o seu coração, falecendo em 16 de Setembro de 303!
A Santa Eufémia de Braga ou Ourense, segundo a lenda, foi uma das nove gémeas santas ( Eufémia, Marinha, Quitéria, Germana, Genebra, Liberata, Marciana, Victoria e Basilia; filhas do Regulo Romano de Braga: Lúcio Caio e sua mulher Calcia, durante o império de Adriano. Foram criadas por Sita uma crista oculta e, baptizadas pelo bispo de Braga S. Ovídio.
Devido ao facto de serem cristas e porque não as conseguiu convencer a renunciar a sua fé, todas elas foram julgadas pelo próprio pai sendo martirizadas em diferentes pontos da Hispânia Romana.
Santa Eufémia que e a que me refiro, foi presa e acoitada  de tal forma, que o seu corpo ficou uma chaga viva, sendo depois encerrada numa masmorra para ai morrer, acontece que foi curada miraculosamente. Quando isto viram os seus algozes, foi pendurada pelos cabelos numa figueira, e mais tarde deitada abaixo de uma penedia na Serra do Geres, tendo escapado a tudo isto, foi por fim degolada afirma a lenda e, os "cronicoes" da idade media, no dia 13 de Abril de 140.
O local da sua sepultura foi algo de grande devoção, ate que com as invasões dos bárbaros se perdeu a sua localização.
Foi já no século XI (1090) que uma pastora, encontrou uma mão incorrupta que se encontrava desenterrada, com um belo anel no dedo, tendo-lho retirado levou-o a seu pai, mas não conseguiu explicar-lhe de onde o tinha tirado, porque tinha ficado muda. Por gestos la o levou ao local e tendo-lhe colocado o anel do dedo daquela mão, recuperou a fala.
Desenterraram então o corpo e nesse momento ouviram vozes angelicais, dizendo que era o corpo de Santa Eufémia, que foi transportado para a ermida de Santa Marinha, (sua irmã) que esta na povoação de Manim, concelho de Lobios, em Ourense na Galiza.
Ai se conservou ate que no ano de 1159 o bispo D. Pedro II, transladou o corpo para a catedral de Ourense, onde se encontram ainda hoje estas relíquias. a 13 de Setembro 2009; 850 depois da transladação do corpo da santa para Ourense, foram entregues partes das relíquias a duas paroquias de invocação de Santa Eufémia; Calheiros, diocese de Viana do Castelo, Portugal e, Ambria diocese de Ourense, Galiza, Espanha.

Desconheço qual e a forma de representação iconográfica da Santa Eufémia Romana, mas a Santa Eufémia da Calcedónia, tanto e apresentada em imagem, com um livro ao peito aberto ou fechado,  uma palma na mão símbolo do martírio, com leões a seus pés, ou com com uma espada e, um lírio na mão, símbolo de pureza, com variantes de terra para terra. Por vezes também aparecem imagens que tem a seus pés a roda de facas do martírio, embora esta roda seja mais representativa de Santa Catarina.
Imagens com esses símbolos, aparecem nas varias capelas e igrejas, na maior parte dos templos a esta santa dedicados por todo Portugal.

Acontece que a nossa Santa Eufémia da Matança, para alem da palma do martírio, comum a todos os santos mártires, não tem nenhum dos símbolos que são atribuídos a Santa Eufémia da Calcedónia. Pelo que sem grandes receios de poder ser desmentido, estou convencido que esta nossa santa, que tem mão esquerda um objecto, que se usava para tratar o linho, feito de pontas afiadas, que terá sido um dos objectos do seu martírio, e não tem nenhuma relação com as outras imagens mencionadas acima, estou seguro que e a Santa Eufémia nascida em Braga e sepultada em Ourense!

Embora o calendário santoral romano actual, só reconheça a Santa Eufémia da Calcedónia, o nosso povo hispânico sempre venerou e vai continuar a venerar, esta nossa santa que nasceu em território que mais tarde viria a ser Portugal!

PS: Agradeço reconhecidamente a fotografia, a amiga Aluap, do blogue:
 http://onovoblogdosforninhenses.blogspot.com

terça-feira, março 19, 2013

Senhor do Bonfim!


Este pequena capela/oratório consagrada a Nosso Senhor do Bonfim, existe da freguesia de Vila Chã,  bastante antiga e, embora se lhe não conheça a fundação, creio ser do século XVII. Originalmente não teria este pequeno alpendre, o que se nota nas colunas, que e obra bastante rústica.
A obra original e um belo trabalho em cantaria, com pilastras e volutas e, tem ao centro uma pequena cruz da Ordem de Cristo (não visível na fotografia), o que me faz crer, ter sido um dos comendadores desta Ordem, que terá mandado construir este pequeno monumento religioso.
De notar que Vila Chã embora paroquia/curato, era sufraganea da Igreja de Santa Maria de Algodres, que por sua vez estava incluída numa comenda da Ordem de Cristo. Conhecem-se vários comendadores de apelido Melo, um dos quais foi "Conjurado" da revolução de 1640, que restaurou a independência de Portugal.
Porque no Domingo e "Dia de Ramos" onde se celebra a paixão de Cristo, e com toda a acuidade, que e junto a esta pequena capela, que se benzem os ramos e se inicia a procissão em direcção a igreja! paroquial.

(Um agradecimento ao Coronel Trabulo, pela fotografia)

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

"A Lenda da Quinta do Inferno"!

A "Quinta do Inferno", em dia de neve!
"D'ALGODRES": DIABOS E DIABICES

Porque actualmente a "Quinta do Inferno", em Algodres, e propriedade de um familiar meu, muito chegado, decidi voltar a publicar a lenda, a esta quinta referente.
Graças a muito e árduo trabalho, o que era um matagal há muitos anos, já se encontra com geito de quinta. A casa também será recuperada a seu tempo e, eu sei, que ficara linda!

"ALGODRES E A TERRA, ONDE O DIABO TEM O SEU PATRIMÓNIO"!!!

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Fornos (sem Algodres) em 1808!

Uma raridade histórica, obtida atravez do blogue amigo:http://forninhos.blogspot.com, onde num mapa militar das estradas, feito em 1808, aparecem varias localidades da nossa região!
Da "Terra de Algodres" só la consigo ver; Fornos, Juncal (Juncais) e Maceira, e interessante  ai aparecer, Fornos na margem sul do Mondego, o que como sabemos e errado!
Parece também ver-se, o começo do que seria Figueiró, na dobra do mapa, mas mal localizado.
No seguimento da estrada que vem, de Forninhos e Penaverde, aparece uma localidade identificada como "Casaes"! Será que e Casal do Monte?


sexta-feira, novembro 09, 2012

"Casa da Torre", solar dos Abreu Castelo Branco!


Da mesma serie do postal anterior, mais uma imagem antiga de Fornos de Algodres.
Existem noticias de que esta praca, intitulada "Praca Velha", foi mandava calcetar com pedra miuda pelo Presidente da Camara; Antonio Pedroso em fins do seculo XIX! Como me nao parece ver ai nenhuma calcada, sera que esta serie de fotografias, contra algumas opinioes, (minha incluida) sera do seculo XIX?