A nossa terra d'Algodres, com a excepção de uma trintena de famílias "nobres" e outras quantas com prosápia de nobreza, que eram quem possuía a grande maioria da terra, (a riqueza ainda em meados do século passado) era povoada na maioria por gente remediada que se entreajudava e uma minoria de pobres, que trabalhavam "ao dia" mas nunca tão miseráveis, como se podia ainda ver por exemplo no Alentejo, por essas alturas!
No entanto a maioria embora normalmente, não passasse fome, vivia com poucos recursos, pelo que até o Natal embora festivo era comedido.
Nessa altura de que ainda tenho boa lembrança, não havia pinheiro de Natal e muito menos Pai Natal e era o menino Jesus, que nos dava as parcas prendas, muitas vezes umas meias ou peúgas!
Também era costume (pelo menos na minha aldeia) fazem-se pequenas ofertas ao Menino, que eram levadas para a missa de Natal pelas crianças e que depois no final da missa, eram leiloadas (eram chouriças, filhós ou filhózes, garrafas ou botelhas de vinho etc.).
Fez-me isto lembrar, que um ano em que me calhou levar uma botelha de vinho pendurada numa vara, e eu que sempre fui um pouco desastrado, caí no corredor da igreja, tendo na queda partido a "botelha" e entornado todo vinho na igreja!
A alegria das crianças e até dos adultos, era a construção do presépio, para o que todos queríamos contribuir, quer seja com musgo, areia, pedras e pequenos arbustos e pinheiros etc.
O presépio tinha imagens muito bonitas, mas já antigas e delapidadas, algumas já com as cabeças partidas que essa altura eram coladas com cera derretida.
Lembro-me que um ano trocaram as cabeças de dois pastores, tendo um ficado com dois chapéus, um nas costas e outro na cabeça, ficando outro sem nenhum!
A maior alegria de todos era o "beijar do Menino", no final da missa, enquanto se cantavam cânticos populares como estes, que refletiam uma certa pobreza das nossas gentes:
Ó meu menino Jesus,
Boquinha de requeijão.
Dai-me da vossa merenda,
Que a tinha mãe não tem pão.
Ó meu menino Jesus,
Boquinha de marmelada.
Dai-me da vossa merenda,
Que a minha mãe não tem nada.
Só tenho para oferecer-vos,
Uma alma que vos quer bem.
Prenda melhor não a tenho,
Tomai-a meu doce bem.
A ceia da "consoada" era sem excepção, composta por bacalhau "o fiel amigo", as couves de Natal (tronchudas) as batatas e por vezes um ovo, tudo cosido!
Dizia a nossa gente, que na noite de consoada, não se podia comer carne.
Também em algumas casas se comiam os bolos de bacalhau, não podendo faltar as filhós, ou filhózes como nos dizíamos.
Tudo isto enquanto no Terreiro ardia o quente madeiro, que para aí tinha sido trazido pela rapaziada e servia para aquecer o Menino e os mais corajosos, nestas noites frias de Inverno, enquanto se iam bebendo um vinhito ou uma "jeropia" (jeropiga) e comendo umas "filhózes" ou coscoréus.
Com pouco se celebrava, o nascimento do Menino Jesus!
Investigando e divulgando; a "heranca judaica", a arqueologia, historia, cultura e natureza, da "Terra d'ALGODRES"!
sexta-feira, dezembro 21, 2018
sábado, junho 03, 2017
DATAS (mais ou menos) REDONDAS!
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| Padrão dos Centenários, Fornos de Algodres. |
A primeira são os 740 anos da "Lide de Fornos de Algodres", uma pequena mas mortifera "guerra" medieval, entre as familias Tavares e Cambra, mas que envolveu também os Melo, Pacheco, Correia e os Soveral de Algodres.
São conhecidos combates na vila de Fornos de Algodres e na aldeia de de Pinheiro de Tavares, junto a Ramirão. E aconteceram em datas hoje desconhecidas, mas no ano de 1277.
A segunda são os 707 anos, da carta de foro (Foral) concedido ao concelho de Fornos de Algodres por D. Dinis, em 28 de Maio de 1310 da era de Cristo. (1348 da era de César) Um ano antes do de Algodres!
A terceira são os 520 do "foral novo", confirmando a "carta de foro" anterior, que outorgado em 24 de Agosto de 1497, por D. Manuel I. (17 anos antes do de Algodres!)
E a quarta, são os 180 da transferência para a vila de Fornos de Algodres, da cabeça (sede) do concelho D'Algodres, que tinha sido criado com a extinção dos antigos concelhos de: Fornos de Algodres, Figueiró da Granja, Pena Verde, Matança, Infias e Casal do Monte. Pelo decreto de 6 de Novembro de 1836.
Esta transferência que não mudava o nome ao concelho "D'Algodres", so mudava a cabeca sede, e transferia para o de Aguiar da Beira, as freguesias de Penaverde, Dornelas e Forninhos que tinham sido do extinto concelho de Pena Verde e aconteceu, pelo decreto de 12 de Junho de 1837.
São factos, que nunca tirando o valor e a maior antiquidade à vila de Algodres, vêm enfatizar a importância crescente da vila de Fornos de Algodres, que devido provávelmente ao melhor micro-clima, à localização junto a eixos viários já importantes na época romana e também por ser solar a muitas famílias nobres. Tem feito com que tenha crescido mais, mormente estar pouco bem central, em relação ao resto do Município.
Eu que gosto muito de história, também gostava, que quem de direito gostasse!
sexta-feira, dezembro 16, 2016
FELIZ CHANUCÁ!
sexta-feira, março 25, 2016
FELIZ PÁSCOA, JUDAICA E CRISTÃ!
sexta-feira, março 18, 2016
Os "cristãos-novos" das vilas de Algodres e Fornos, não foram processados pela inquisicao?!
"Judeus na Terra D'Algodres": Os "cristaos-novos" das vilas de Algodres e Fornos, nao foram processados pela inquisicao?!
Uma ligação a um artigo que escrevi já há algum tempo, que continua com interesse, agora que Fornos de Algodres faz parte da "Rede de Judiarias Portuguesas".
Digo eu!
Uma ligação a um artigo que escrevi já há algum tempo, que continua com interesse, agora que Fornos de Algodres faz parte da "Rede de Judiarias Portuguesas".
Digo eu!
domingo, fevereiro 14, 2016
Ainda os "Melo de S. Paio" do Ramirão!
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| Pedra de armas dos "Melo", actualmente na Quinta do Salgueiral. Originária da Casa da Cerca do Ramirão. |
Esta pedra de armas plenas dos Melo, encontravam-se outrora no portal de entrada, da Quinta da Cerca e junto à casa, que desde a época medieval existe na antiga freguesia de S. Sebastião do Ramirão.
Daqui foi retirada por um dos herdeiros, e transferida para uma casa que a familia possuia em Coimbra.
Ha relativamente pouco tempo, voltou a terra de onde era original e foi colocada por um membro da familia, na Quinta do Salgueiral, que fica situada entre Ramirão e Infias.
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Aldeia das Cortes, Figueiró da Granja. (Junto a Vila Chã )
Já aqui referi que uma parte da Aldeia da Cortes, foi adquirida por novos donos, que iniciaram um projecto para a sua recuperação
É um projecto muito interessante, que eu há anos ansiava e que muito me apraz.
Caso desejem ir sabendo o que por lá vai passando, nada melhor que consultarem o seguinte blogue: www.aldeiadascortes.blogspot.pt
Para já e graças a estes novos donos, assistimos a várias limpezas e os trabalhos de reconstrução e construção, esperamos sigam breve!
Devo referir, que embora não tenha conseguido ainda, nenhum documento que o possa provar, mas por várias evidências, estou plenamente convencido, que esta pequena aldeia que chegou a ter 8 fogos, e ainda era habitada em meados do século XX. Foi fundada por judeus, que até aí viviam na vila de Figueiró da Granja, convertidos á força no século XVI.
De notar também, que junto a esta pequena aldeia, existem 3 sepulturas escavadas na rocha, algumas lagaretas "romanas" ou medievais, também escavadas no granito e também vários penedos, onde se encontram gravadas cruzes de vários tamanhos, da Ordem de Cristo, que tanto podem ser os limites, entre os antigos Concelhos de Algodres e Figueiró da Granja.
Como os limites da Comenda de Santa Maria de Algodres, da Ordem de Cristo, o que até será o mais provável!
É um projecto muito interessante, que eu há anos ansiava e que muito me apraz.
Caso desejem ir sabendo o que por lá vai passando, nada melhor que consultarem o seguinte blogue: www.aldeiadascortes.blogspot.pt
Para já e graças a estes novos donos, assistimos a várias limpezas e os trabalhos de reconstrução e construção, esperamos sigam breve!
Devo referir, que embora não tenha conseguido ainda, nenhum documento que o possa provar, mas por várias evidências, estou plenamente convencido, que esta pequena aldeia que chegou a ter 8 fogos, e ainda era habitada em meados do século XX. Foi fundada por judeus, que até aí viviam na vila de Figueiró da Granja, convertidos á força no século XVI.
De notar também, que junto a esta pequena aldeia, existem 3 sepulturas escavadas na rocha, algumas lagaretas "romanas" ou medievais, também escavadas no granito e também vários penedos, onde se encontram gravadas cruzes de vários tamanhos, da Ordem de Cristo, que tanto podem ser os limites, entre os antigos Concelhos de Algodres e Figueiró da Granja.
Como os limites da Comenda de Santa Maria de Algodres, da Ordem de Cristo, o que até será o mais provável!
sexta-feira, outubro 30, 2015
Os "Melo de S. Paio", Casa da Cerca, Ramirão.
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| Fotografia da Casa da Cerca em 1976, cedida gentilmente por Diogo de Tovar, descendente da Familia Melo de Sampaio, que foram depois Marqueses da Graciosa |
As suas origens conhecidas vão até a epoca medieval e a Diogo Lopes de Lima, cuja filha casou com um senhor da Familia Figueiredo, que teve origem em Figueiredo das Donas, no Distrito de Viseu.
Mais tarde aqui tiveram assento os Melo de S. Paio ou Sampaio, que por casamentos se ligaram aos Mendes de Cacêres e foram os donos da Quinta do Casainho na vizinha vila e freguesia de Infias.
Esta Casa da Cerca, que infelizmente ruiu na sua maior parte, conserva até hoje varios cruciformes que tem muitas semelhanças com os que aparecem nas judiarias!
Devo tambem fazer notar e a isso me referi no passado, que no século XVII, foi investigado pela inquisicão um senhor desta casa, por heresia!
segunda-feira, outubro 19, 2015
"O Bom Filho à Casa Torna"!
| Casa de um "cristão-novo", pegada a casa onde nasci. Rua do Terreiro, Vila Chã, Fornos de Algodres |
Como me considero "bom filho", sempre volto com muito prazer a "casa", e casa para mim, é a minha "Terra d'Algodres"!
E porque é assim, ainda recentemente estive junto á casa onde nasci, e, junto dela, no solar da Família Soveral Pedroso, com a sua capela de Nossa Senhora do Carmo, na minha querida Vila Chã (d'Algodres), onde fui recebido como família, pelo meu amigo João Serrão e sua esposa.
Ai pude relembrar tempos de meninice, e apreciar a recuperação de um antiquíssimo solar, seus jardins e quintal, que a família Serrão actuais proprietários, optou por dedicar ao Turismo de Habitação, e que eu recomendo vivamente!
Mas este artigo tem também outra finalidade, é a volta a casa, do antigo nome deste "blog", que iniciado em Agosto de 2005, teve o titulo de: "Judeus em Terras de Algodres".
Agora chamo-o "Judeus na Terra D'Algodres", mas a finalidade continua a ser a mesma.
O facto de ser na "Terra", em vez de "Terras", é pelo facto de que tanto na época medieval, quando na carta de povoação concedida por D. Soeiro Mendes, esta era a "terra de Algodres", portanto uma única unidade.
Mas ainda mais hoje, quando toda esta "Terra" é a "unidade" do actual município de Fornos de Algodres!
sexta-feira, agosto 28, 2015
"AQUI d'ALGODRES"!: Repovoacao de aldeias abandonadas! Porque nao?
"AQUI d'ALGODRES"!: Repovoacao de aldeias abandonadas! Porque nao?
Creio que alguém leu isto que eu escrevi há anos, e está bem encaminhada a recuperação, da minha querida Aldeia das Côrtes!
Desejo a maior sorte ao lutador, e embora a casa que eu coloco na fotografia, ainda não esteja incluída no projecto, espero que o possa estar breve!
Boa sorte aos futuros habitantes do nosso Município.
Creio que alguém leu isto que eu escrevi há anos, e está bem encaminhada a recuperação, da minha querida Aldeia das Côrtes!
Desejo a maior sorte ao lutador, e embora a casa que eu coloco na fotografia, ainda não esteja incluída no projecto, espero que o possa estar breve!
Boa sorte aos futuros habitantes do nosso Município.
sexta-feira, agosto 14, 2015
Os judeus portugueses de Newport (I) at Rua da Judiaria
Os judeus portugueses de Newport (I) at Rua da Judiaria
Quem sabe não haveria tambem aí, algum da Terra de Algodres? !
Quem sabe não haveria tambem aí, algum da Terra de Algodres? !
terça-feira, agosto 11, 2015
"D'ALGODRES": APRESENTACAO
"D'ALGODRES": APRESENTACAO
Este "blog" faz hoje 10 anos e o pedido dessa altura continua actual!
Parabéns a ele digo eu!
Este "blog" faz hoje 10 anos e o pedido dessa altura continua actual!
Parabéns a ele digo eu!
quarta-feira, maio 27, 2015
SALVE O "28 DE MAIO"!
Antes de começarem a chamar-me nomes, leiam ate ao fim!
Este 28 de Maio a que me refiro, não e o da revolução, que acabou com a desorganizada, sanguinária, e revolucionaria republica portuguesa!
E o da "carta de foro" (Foral) a vila e concelho do "lugar dos Fornos" (do cabo de Algodres), por D. Dinis, faz neste dia 705 anos!
Desconhecendo-se desde quando, Fornos, que umas vezes era; de Algodres, junto a Algodres, a par de Algodres e do cabo de Algodres, tinha sido já em 1258, (inquiricoes de D. Afonso III) separada da antiquíssima "terra de Algodres", e constituída como entidade independente, daquele concelho, a que ainda pertencia no reinado de D. Afonso Henriques, nosso primeiro rei!
Porque fazia parte do "reguengo" (terras de propriedade real), e que D. Dinis lhe concedeu este foral, regulando os seus direitos e os seus deveres, perante a coroa.
Em vão tentei, que o meu querido município, celebra-se a data redonda dos 700 anos, mas como eram "palavras loucas", também obtiveram "ouvidos moucos"!
Também na altura sugeri, que o nosso jardim municipal "28 de Maio" fosse re-edicado com uma placa, referindo aos vindouros esta data, de referencia para Fornos de Algodres!
Quem sabe num futuro, talvez nos 710 anos, alguém se lembre do que escrevi hoje!
ENTRETANTO CONTINUAREI A DIZER: "SALVE O 28 DE MAIO", de 1310! (1348 da era de Cesar)
Este 28 de Maio a que me refiro, não e o da revolução, que acabou com a desorganizada, sanguinária, e revolucionaria republica portuguesa!
E o da "carta de foro" (Foral) a vila e concelho do "lugar dos Fornos" (do cabo de Algodres), por D. Dinis, faz neste dia 705 anos!
Desconhecendo-se desde quando, Fornos, que umas vezes era; de Algodres, junto a Algodres, a par de Algodres e do cabo de Algodres, tinha sido já em 1258, (inquiricoes de D. Afonso III) separada da antiquíssima "terra de Algodres", e constituída como entidade independente, daquele concelho, a que ainda pertencia no reinado de D. Afonso Henriques, nosso primeiro rei!
Porque fazia parte do "reguengo" (terras de propriedade real), e que D. Dinis lhe concedeu este foral, regulando os seus direitos e os seus deveres, perante a coroa.
Em vão tentei, que o meu querido município, celebra-se a data redonda dos 700 anos, mas como eram "palavras loucas", também obtiveram "ouvidos moucos"!
Também na altura sugeri, que o nosso jardim municipal "28 de Maio" fosse re-edicado com uma placa, referindo aos vindouros esta data, de referencia para Fornos de Algodres!
Quem sabe num futuro, talvez nos 710 anos, alguém se lembre do que escrevi hoje!
ENTRETANTO CONTINUAREI A DIZER: "SALVE O 28 DE MAIO", de 1310! (1348 da era de Cesar)
quinta-feira, abril 30, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
S. Miguel Arcanjo!
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| A torre e telhado, da actual igreja matriz de S. Miguel, de Fornos de Algodres. |
Respeitado e ate venerado, pelas três religiões monotaistas, S. Miguel Arcanjo e também venerado como padroeiro da igreja matriz e da vila de Fornos de Algodres, mas também da freguesia da Muxagata, neste mesmo município, no dia 29 de Setembro de cada ano.
Embora o monsenhor Pinheiro Marques escreve-se o contrario, o Arcanjo S. Miguel e o patrono de Fornos de Algodres, desde ainda antes do século XIII (inquiricoes da Beira e Alem Douro, D. Afonso III, 1258), pelo que não me admiraria-se que o fosse, desde a constituição da igreja, que terá ocorrido pelo menos no século XII, ou ate em data anterior. E datara dos primeiros tempos do cristianismo, que para a península Ibérica veio logo no século IV. A festa que se celebra-se no feriado municipal, pois são coincidentes, terá este ano a presença do Bispo Diocesano de Viseu, que vem inaugurar e benzer, a nova residência paroquial acabada de construir.
Como nota histórica, a Abadia de São Miguel de Fornos, era bastante rica e possuía para alem de passal e outras propriedades, residência para o seu abade e curas adjuntores, mas foi-lhe retirada a sua propriedade, com a lei da separação, originada creio, pelo decreto do "mata frades", (decreto de 28 de Maio de 1834, publicado em 30 de Maio do mesmo ano) ou já nos princípios da primeira republica!
Foi onde existiu a Residência Abacial, que mais tarde adaptaram para as Escolas Primarias de Fornos, que infelizmente também já não existem! Estas deram lugar a um caixote de betão, onde funcionou a Escola Preparatoria Conselheiro Lopo de Abreu, e onde na metade presentemente adquirida pela paroquia, funciona o Centro Paroquial. (como "soi" dizer-se; o bom filho a casa torna!)
sexta-feira, dezembro 12, 2014
quarta-feira, dezembro 03, 2014
quinta-feira, novembro 06, 2014
domingo, julho 06, 2014
S. Clemente, um santo Papa, filho de judeus!
Desculpem-me se escrever algo que não estará dentro dos "cânones", mas e interessante numa aldeia, onde a maioria das casas antigas, tem vestígios que nos podem levar a "judeus" e "cristãos-novos", se encontrar uma capela dedicada a S. Clemente!
S. Clemente foi o IV Papa, foi eleito no ano 88 e governou a igreja ate ao ano 97. Nasceu em Roma filho de pais judeus, mas converteu-se e foi baptizado pelo apostolo S. Pedro.
Interessante e talvez quem sabe a razão, terem-no escolhido para padroeiro, da gente do Furtado; um povo que se terá convertido também vindo do judaísmo!
Interessante também, a capela; se lhe retirar-mos o pequeno campanário, que como se pode ver e um apêndice posterior, ninguém diria que era um templo cristão!
Ate o portal, a exemplo das varias casas em ruína, tem a pedra chanfrada em ângulo de 45 graus.
O tímpano, o campanário e pequena cruz em cimento, são relativamente recentes, pelo que esta capela teria diferente construção, e ate quem sabe, terá sido transformada em capela, de uma casa de oração judaica! O alpendre que era com armação em madeira como eu ainda conheci, também foi refeito em cimento a muito menos tempo.
No interior, servindo de suporte a uma imagem de um santo, existe uma "ara romana" com uma inscrição, que data do século III.
S. Clemente foi o IV Papa, foi eleito no ano 88 e governou a igreja ate ao ano 97. Nasceu em Roma filho de pais judeus, mas converteu-se e foi baptizado pelo apostolo S. Pedro.
Interessante e talvez quem sabe a razão, terem-no escolhido para padroeiro, da gente do Furtado; um povo que se terá convertido também vindo do judaísmo!
Interessante também, a capela; se lhe retirar-mos o pequeno campanário, que como se pode ver e um apêndice posterior, ninguém diria que era um templo cristão!
Ate o portal, a exemplo das varias casas em ruína, tem a pedra chanfrada em ângulo de 45 graus.
O tímpano, o campanário e pequena cruz em cimento, são relativamente recentes, pelo que esta capela teria diferente construção, e ate quem sabe, terá sido transformada em capela, de uma casa de oração judaica! O alpendre que era com armação em madeira como eu ainda conheci, também foi refeito em cimento a muito menos tempo.
No interior, servindo de suporte a uma imagem de um santo, existe uma "ara romana" com uma inscrição, que data do século III.
quinta-feira, junho 19, 2014
Os 500 anos, do foral manuelino da Vila da Matanca!
Felizmente a Senhora presidente da junta da freguesia da Matança, achou e muito bem digo eu, que 500 anos não são 500 dias e que o foral manuelino, concedido a este concelho da Matança, devia ser comemorado!
Por vezes nem são necessários muitos gastos, para dar dignidade a uma data tão redonda, pelo que desde já os meus sinceros parabéns; a Vila da Matança, e a sua junta da freguesia.
Por vezes nem são necessários muitos gastos, para dar dignidade a uma data tão redonda, pelo que desde já os meus sinceros parabéns; a Vila da Matança, e a sua junta da freguesia.
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