Antes de começarem a chamar-me nomes, leiam ate ao fim!
Este 28 de Maio a que me refiro, não e o da revolução, que acabou com a desorganizada, sanguinária, e revolucionaria republica portuguesa!
E o da "carta de foro" (Foral) a vila e concelho do "lugar dos Fornos" (do cabo de Algodres), por D. Dinis, faz neste dia 705 anos!
Desconhecendo-se desde quando, Fornos, que umas vezes era; de Algodres, junto a Algodres, a par de Algodres e do cabo de Algodres, tinha sido já em 1258, (inquiricoes de D. Afonso III) separada da antiquíssima "terra de Algodres", e constituída como entidade independente, daquele concelho, a que ainda pertencia no reinado de D. Afonso Henriques, nosso primeiro rei!
Porque fazia parte do "reguengo" (terras de propriedade real), e que D. Dinis lhe concedeu este foral, regulando os seus direitos e os seus deveres, perante a coroa.
Em vão tentei, que o meu querido município, celebra-se a data redonda dos 700 anos, mas como eram "palavras loucas", também obtiveram "ouvidos moucos"!
Também na altura sugeri, que o nosso jardim municipal "28 de Maio" fosse re-edicado com uma placa, referindo aos vindouros esta data, de referencia para Fornos de Algodres!
Quem sabe num futuro, talvez nos 710 anos, alguém se lembre do que escrevi hoje!
ENTRETANTO CONTINUAREI A DIZER: "SALVE O 28 DE MAIO", de 1310! (1348 da era de Cesar)
Investigando e divulgando; a "heranca judaica", a arqueologia, historia, cultura e natureza, da "Terra d'ALGODRES"!
quarta-feira, maio 27, 2015
quinta-feira, abril 30, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
S. Miguel Arcanjo!
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| A torre e telhado, da actual igreja matriz de S. Miguel, de Fornos de Algodres. |
Respeitado e ate venerado, pelas três religiões monotaistas, S. Miguel Arcanjo e também venerado como padroeiro da igreja matriz e da vila de Fornos de Algodres, mas também da freguesia da Muxagata, neste mesmo município, no dia 29 de Setembro de cada ano.
Embora o monsenhor Pinheiro Marques escreve-se o contrario, o Arcanjo S. Miguel e o patrono de Fornos de Algodres, desde ainda antes do século XIII (inquiricoes da Beira e Alem Douro, D. Afonso III, 1258), pelo que não me admiraria-se que o fosse, desde a constituição da igreja, que terá ocorrido pelo menos no século XII, ou ate em data anterior. E datara dos primeiros tempos do cristianismo, que para a península Ibérica veio logo no século IV. A festa que se celebra-se no feriado municipal, pois são coincidentes, terá este ano a presença do Bispo Diocesano de Viseu, que vem inaugurar e benzer, a nova residência paroquial acabada de construir.
Como nota histórica, a Abadia de São Miguel de Fornos, era bastante rica e possuía para alem de passal e outras propriedades, residência para o seu abade e curas adjuntores, mas foi-lhe retirada a sua propriedade, com a lei da separação, originada creio, pelo decreto do "mata frades", (decreto de 28 de Maio de 1834, publicado em 30 de Maio do mesmo ano) ou já nos princípios da primeira republica!
Foi onde existiu a Residência Abacial, que mais tarde adaptaram para as Escolas Primarias de Fornos, que infelizmente também já não existem! Estas deram lugar a um caixote de betão, onde funcionou a Escola Preparatoria Conselheiro Lopo de Abreu, e onde na metade presentemente adquirida pela paroquia, funciona o Centro Paroquial. (como "soi" dizer-se; o bom filho a casa torna!)
sexta-feira, dezembro 12, 2014
quarta-feira, dezembro 03, 2014
quinta-feira, novembro 06, 2014
domingo, julho 06, 2014
S. Clemente, um santo Papa, filho de judeus!
Desculpem-me se escrever algo que não estará dentro dos "cânones", mas e interessante numa aldeia, onde a maioria das casas antigas, tem vestígios que nos podem levar a "judeus" e "cristãos-novos", se encontrar uma capela dedicada a S. Clemente!
S. Clemente foi o IV Papa, foi eleito no ano 88 e governou a igreja ate ao ano 97. Nasceu em Roma filho de pais judeus, mas converteu-se e foi baptizado pelo apostolo S. Pedro.
Interessante e talvez quem sabe a razão, terem-no escolhido para padroeiro, da gente do Furtado; um povo que se terá convertido também vindo do judaísmo!
Interessante também, a capela; se lhe retirar-mos o pequeno campanário, que como se pode ver e um apêndice posterior, ninguém diria que era um templo cristão!
Ate o portal, a exemplo das varias casas em ruína, tem a pedra chanfrada em ângulo de 45 graus.
O tímpano, o campanário e pequena cruz em cimento, são relativamente recentes, pelo que esta capela teria diferente construção, e ate quem sabe, terá sido transformada em capela, de uma casa de oração judaica! O alpendre que era com armação em madeira como eu ainda conheci, também foi refeito em cimento a muito menos tempo.
No interior, servindo de suporte a uma imagem de um santo, existe uma "ara romana" com uma inscrição, que data do século III.
S. Clemente foi o IV Papa, foi eleito no ano 88 e governou a igreja ate ao ano 97. Nasceu em Roma filho de pais judeus, mas converteu-se e foi baptizado pelo apostolo S. Pedro.
Interessante e talvez quem sabe a razão, terem-no escolhido para padroeiro, da gente do Furtado; um povo que se terá convertido também vindo do judaísmo!
Interessante também, a capela; se lhe retirar-mos o pequeno campanário, que como se pode ver e um apêndice posterior, ninguém diria que era um templo cristão!
Ate o portal, a exemplo das varias casas em ruína, tem a pedra chanfrada em ângulo de 45 graus.
O tímpano, o campanário e pequena cruz em cimento, são relativamente recentes, pelo que esta capela teria diferente construção, e ate quem sabe, terá sido transformada em capela, de uma casa de oração judaica! O alpendre que era com armação em madeira como eu ainda conheci, também foi refeito em cimento a muito menos tempo.
No interior, servindo de suporte a uma imagem de um santo, existe uma "ara romana" com uma inscrição, que data do século III.
quinta-feira, junho 19, 2014
Os 500 anos, do foral manuelino da Vila da Matanca!
Felizmente a Senhora presidente da junta da freguesia da Matança, achou e muito bem digo eu, que 500 anos não são 500 dias e que o foral manuelino, concedido a este concelho da Matança, devia ser comemorado!
Por vezes nem são necessários muitos gastos, para dar dignidade a uma data tão redonda, pelo que desde já os meus sinceros parabéns; a Vila da Matança, e a sua junta da freguesia.
Por vezes nem são necessários muitos gastos, para dar dignidade a uma data tão redonda, pelo que desde já os meus sinceros parabéns; a Vila da Matança, e a sua junta da freguesia.
sexta-feira, junho 13, 2014
Furtado, uma aldeia quase toda "judaica"!
Já tinha conhecimento atravez do meu amigo José Levy Domingos, que era na aldeia do Furtado, freguesia de Algodres, onde se encontravam em grande quantidade, muitos dos vestígios de "judeus" e "cristãos-novos" no actual Município de Fornos de Algodres!
Este Maio tive algum tempo (pouco), e por la andei a meter bedelho.
De facto por la ainda existem, embora algumas já reconstruídas e descaraterizadas, muitas casas que nos levam para esse património. Mas pelo andamento, creio que se brevemente se não lhe puserem a mão, caiem completamente casas tão antigas!
Dentro dos possíveis, tentei guardar em fotografia para a posteridade, algumas delas, esperando que D*us me possa ajudar futuramente, para um melhor trabalho!
Aqui vos deixo esta bela ruína, de uma casa de balcão, com uma porta com portal em ângulo de 45 graus, a exemplo de muitas outras que por la há!
Este Maio tive algum tempo (pouco), e por la andei a meter bedelho.
De facto por la ainda existem, embora algumas já reconstruídas e descaraterizadas, muitas casas que nos levam para esse património. Mas pelo andamento, creio que se brevemente se não lhe puserem a mão, caiem completamente casas tão antigas!
Dentro dos possíveis, tentei guardar em fotografia para a posteridade, algumas delas, esperando que D*us me possa ajudar futuramente, para um melhor trabalho!
Aqui vos deixo esta bela ruína, de uma casa de balcão, com uma porta com portal em ângulo de 45 graus, a exemplo de muitas outras que por la há!
quarta-feira, maio 07, 2014
O granito marcado; Vila Cha, Fornos de Algodres!
Junto a esta linda casa granítica de "balcão", viram os meus olhos a luz do dia, e nessa escada muita vez brinquei. Embora uma casa modesta e com pouco pé de alto, que tinha as suas vantagens, nas geladas noites invernis da minha Beira mais alta. Conserva ate aos dias de hoje as marcas cristas, de uma gente que com vontade, ou sem ela, não teve outro remédio que tornar-se crista fervente!
Dir-me-ao os arqueólogos de formação clássica, que estas marcas cruciformes e outras, não tem nada a ver com judeus convertidos.
Mas porque será que numa pequena aldeia já existente no século XIV, e em que a sua pequena mas antiga igreja, que provavelmente datara dessa época, e o seu monumento mais antigo, só persistem essas marcas cruciformes em duas das suas casas.
Será que os habitantes destas duas casas, eram os únicos cristãos fervorosos, nesta aldeia? Ou eram os únicos que tinham medo, de que dissessem que não eram cristãos, e os pudessem denunciar, como não o sendo?
Embora não tenha provavelmente nenhuma importância, os ainda actuais proprietarios desta casa são "Carvalho", e os da outra, eram "Cruz"!
quarta-feira, abril 30, 2014
"AQUI d'ALGODRES"!: Os 500 Anos do Foral Manuelino de Algodres!
"AQUI d'ALGODRES"!: Os 500 Anos do Foral Manuelino de Algodres!: Iniciando-se hoje o mês de Maio, em que no seu dia 30, se celebram os 500 anos de foral de Algodres, concedido por D. Manuel I, no ano de 15...
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Os 500 anos dos Forais Manuelinos!
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| Fotografia antiga, do Pelourinho da Vila de Algodres |
Os "forais novos", foram concedidos a todos os concelhos, que já tivessem tido forais anteriormente e, foram não só, para confirmar os direitos desses concelhos, mas também para a actualização das suas contribuicoes para o reino.
No caso de Algodres, um dos mais antigos e maiores concelhos da região, que teve uma "carta de povoação"(*) (inquiricoes da Beira e Alem Douro, D. Afonso III, 1258) concedida por "Donnus S. Menendi", (supõe-se que seja D. Soeiro Mendes I, um dos grandes senhores do "Condado Portucalense , que viveu entre 1081 e 1103) em data incerta, mas seguramente antes de 1169.
Que alguns autores afirmam, ter tido foral por D. Sancho I em 1200 (desconhece-se actualmente esse documento).
Teve foral por D. Dinis, concedido no dia 6 de marco de 1311 ( 1349 da era de César).
Viu esse foral confirmado por D. Manuel I, por um novo, em Lisboa no dia 30 de Maio de 1514!
Embora agora possamos celebrar, os 500 anos deste foral de D. Manuel.
Deixamos passar sem nenhuma referencia, os 700 anos do foral de D. Dinis em 2011!
Quanto ao concelho da Matança, o primeiro foral que se conhece e o de D. Afonso III de 1270, (concedido a Terra da "Matancia", em Évora no dia 31 de Janeiro, de 1270) Portanto há 744 anos!
Foi este foral, que D. Manuel I confirmou com um "foral novo", em Lisboa no dia 24 de Julho de 1514, vai portanto fazer também 500 anos.
Já que deixamos passar também, sem nenhuma referencia os 740 anos do foral de D. Afonso III, no ano de 2010, devemos sim celebrar esta efeméride, pois 500 anos não são quinhentos dias!
O interessante nesta historia , e que nos anos de 2010 e 2011, poder-se-ia ter celebrado, os 740 anos do foral da Matança, os 700 anos do foral de Fornos de Algodres (sim, Fornos de Algodres, teve um foral concedido por D. Dinis em 28 de Maio de 1310), (1349 da era de César) os 810 anos do hipotético foral de D. Sancho I, e no ano seguinte os 700 do foral de Algodres de D. Dinis!
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| Fotografia antiga, do Pelourinho da Vila da Matança |
Já que estamos nesta altura de evocar a nossa historia municipal, queria aqui deixar publicamente uma sugestão: Como existem imensas ruas na Vila de Fornos de Algodres, ainda sem nome, gostava de sugerir os nomes dos Reis, que concederam os vários forais a terras do actual Município:
D. Afonso III, D. Dinis e D. Manuel I.
Embora se pudesse considerar também D. Sancho I, devido a que se não conhece esse foral, creio que não deveria ser considerado, ate que se descubra, ou algum documento que a ele faca referencia
Em 2018, também vão ser os 500 anos, do foral de Figueiró da Granja, mas nessa altura se ainda for vivo, me referirei a ele.
*(As "cartas de povoação" foram os mais antigos documentos forais. concedidos a terras que mais tarde fizeram parte, do Reino de Portugal)
quinta-feira, janeiro 23, 2014
segunda-feira, janeiro 13, 2014
Portal Quinhentista!
| Portal Quinhentista, Rua da Torre, Fornos de Algodres. |
Já apresentei a hipótese de aqui ter sido a casa do Rabi, ou ate a sinagoga ou casa de oração, da "comuna judaica de Fornos"! Tiraríamos muitas duvidas se nos fosse possível aceder ao interior, mas como a casa se encontra desabitada, e, aparentemente ninguém sabe quem tem a chave, ficamos sempre na duvida!
Esta fotografia tenho que agradece-la, ao blog: http://solaresebrasoes.blogspot.com
BEM HAJAM.
sexta-feira, dezembro 13, 2013
segunda-feira, junho 10, 2013
O Armario "Judaico" de Vila Cha!
Na ultima estadia na minha "terra de Algodres", tive oportunidade de fotografar um armário que julgo ser "judaico", existente no interior de uma casa, já minha conhecida durante a infância, que e propriedade, de uma senhora muito amiga da minha família.
Já varias vezes me referi a esta casa antiga de "balcão", pela existência na sua fachada de uma inscrição, que já há muito relaciono com "cristãos-novos".
Também o senhor José Levy Domingos, ai fotografou essa inscrição e, ate encontrou junto a uma janela, um outro cruciforme, que a mim menos treinado de vista, sempre me tinha passado desapercebido.
Já criança, me lembrava muito bem desse armário, mas nunca tinha tido a oportunidade de o fotografar, e ver com mais detalhe. Desta vez fiz estas fotografias que apresento, que me dão quase a certeza, que este armário terá sido anteriormente a conversão dos judeus, um armário usado para colocar as escrituras e outros objectos do culto judaico.
Embora sem muito trabalho artístico tem uma base interessante, mas o mais importante quanto a mim, e a pedra com gravacoes no seu lado esquerdo, que podem muito bem ser interpretadas como um "menorah"!
Devo notar também, que a exemplo do usual, se encontra virado para Jerusalém e, que, só se encontra uma parte, porque o resto esta embutido numa parede construída posteriormente, o que indicia que a casa adjacente a altura desta construção, era parte desta.
Terá talvez algum significado, que ate aos dias de hoje, a proprietaria desta casa e de apelido "Carvalho", que a casa adjacente a que me referi, onde a minha pessoa viu a luz do dia, foi propriedade de uma senhora "Maria da Luz", que antes de viver nesta casa, residiu na arruinada aldeia das "Cortes"! Povoação que eu tenho afirmado, ter sido construída por "cristãos-novos", no século XVI-XVII, junto a Vila Chã, mas já no limite territorial de Figueiró da Granja!
Já varias vezes me referi a esta casa antiga de "balcão", pela existência na sua fachada de uma inscrição, que já há muito relaciono com "cristãos-novos".
Também o senhor José Levy Domingos, ai fotografou essa inscrição e, ate encontrou junto a uma janela, um outro cruciforme, que a mim menos treinado de vista, sempre me tinha passado desapercebido.
Já criança, me lembrava muito bem desse armário, mas nunca tinha tido a oportunidade de o fotografar, e ver com mais detalhe. Desta vez fiz estas fotografias que apresento, que me dão quase a certeza, que este armário terá sido anteriormente a conversão dos judeus, um armário usado para colocar as escrituras e outros objectos do culto judaico.
Embora sem muito trabalho artístico tem uma base interessante, mas o mais importante quanto a mim, e a pedra com gravacoes no seu lado esquerdo, que podem muito bem ser interpretadas como um "menorah"!
Devo notar também, que a exemplo do usual, se encontra virado para Jerusalém e, que, só se encontra uma parte, porque o resto esta embutido numa parede construída posteriormente, o que indicia que a casa adjacente a altura desta construção, era parte desta.
Terá talvez algum significado, que ate aos dias de hoje, a proprietaria desta casa e de apelido "Carvalho", que a casa adjacente a que me referi, onde a minha pessoa viu a luz do dia, foi propriedade de uma senhora "Maria da Luz", que antes de viver nesta casa, residiu na arruinada aldeia das "Cortes"! Povoação que eu tenho afirmado, ter sido construída por "cristãos-novos", no século XVI-XVII, junto a Vila Chã, mas já no limite territorial de Figueiró da Granja!
terça-feira, maio 28, 2013
Nossa Senhora "das Bouas Novas"!
Estou completamente convencido, que esta e a imagem original, da "Senhora das Boas Novas", que foi venerada por centenas de anos, na igreja paroquial de Vila Chã, no município de Fornos de Algodres!
A razão desta minha convicção, tem a alicerça-la os seguintes factos:
Primeiramente sempre ouvi as pessoas mais idosas da minha terra, nos longinquos anos sessenta, referir-se a esta imagem como: "Nossa Senhora das Boas Novas".
Em segundo lugar, porque esta imagem e uma antiga imagem gótica em pedra, que estará de acordo com a fundação da igreja de Vila Chã, povoação que já existia no século XIV.
Também porque, esta imagem tem muito mais que ver, com a existente pintura do tecto da nave da igreja, onde ao contrario da imagem actual existente no altar mor, aqui o menino Jesus encontra-se vestido e não nu, como naquela!
Ainda porque, esta imagem tem o tamanho ideal, para ser colocada no nicho que se encontra inserido no antigo retábulo, que era o anterior altar, antes da construção do altar barroco actual.
Esta imagem, actualmente encontra-se na capela particular de Nossa Senhora do Carmo, que pertence a casa solar dos Soveral/Pedroso.
Suponho que terá sido esta família, quem terá ofertado a actual imagem da "Senhora", actualmente venerada na igreja, que e uma bela imagem do final do barroco, Existe no corredor da igreja gravada na pedra a data de 1822, que eu creio ser a data da reconstrução, dos actuais altares e daquela imagem!
A ser verdade tudo isto, estaria explicada a razão desta antiquíssima imagem, se encontrar nesta capela particular!
quarta-feira, abril 24, 2013
"AQUI d'ALGODRES"!: "TERRA" ou "Terras de Algodres"?!
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| Busto do "Algodres", popularmente o fundador da "Terra de Algodres", existente na fachada posterior da Igreja Matriz de Algodres. |
segunda-feira, abril 15, 2013
"Enfias", (Infias) em Principios do seculo XVIII!
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| Igreja Paroquial de S. Pedro. |
A ortografia e a original e, os comentários entre parentes são meus!
....."A Villa, &; Concelho de Enfias fica a seis legoas ao nascente de Vizeu, he terra muy limitada, (pequena) tem 50 vizinhos (fogos=famílias) com hua Igreja Paroquial da invocação de São Pedro, Abadia do Bispo de Vizeu, &; duas Ermidas. (Capelas: a de Santa Isabel na Quinta do Casainho e, a de Nossa Senhora da Graça, encostada pelo lado de fora a fachada sul da Igreja) Tem Juiz ordinário, (Juiz e presidente da câmara) &; hum Escrivão que serve todos os officios da Terra. &; no que toca ao militar he annexo ao Concelho de Tavares. (interessante o facto de, embora junto a Vila de Fornos de Algodres, que fica a 1 quilometro e, que tinha uma companhia de ordenanças, estava anexada ao Concelho de Tavares, na área militar, concelho esse que fica muito mais longe!)
Quem sabe não seria, porque já nesses tempos existiam rivalidades, entre Infias e Fornos, rivalidades essas, que ainda hoje um pouco mais esbatidas, ainda existem!
A titulo de informação devo acrescentar, que nenhuma dessas duas capelas existe actualmente.
A de Santa Isabel, no Casainho, era uma capela vinculada da família Melo, que estando já arruinada quando o Marquez de Tomar adquiriu a propriedade, no século XIX, foi abandonada e, em princípios do século XX, foi transformada em residência de ferias, da família Costa Cabral!
A esta capela, vinha uma romaria no dia da Santa: 4 de Julho, da vila de Fornos e da antiga freguesia do Ramirao, com celebração de missa. Informa-nos o Monsenhor Pinheiro Marques, no "Terras de Algodres", que ainda em princípios do século XX se realizava a romaria, mas que porque a capela estava arruinada, a missa já se realizava na igreja de S. Pedro. Suponho que a imagem de Santa Isabel, continua na posse da família proprietaria, da Quinta do Casainho.
Quanto a capela de Nossa Senhora da Graça, que era pertença do povo, de que há também noticia, na Descrição das povoacoes do Reino no século XVII e, nos interrogatorios do século XVIII (1758) e bem assim, em vários documentos da diocese de Viseu. Embora sem certezas nenhumas, estou em crer que terá sido demolida aquando das obras na igreja, no século XIX (1822); quando foi construído o actual campanário de duas ventanas, pois o anterior era de uma só! E também para a abertura da estrada; (actualmente Avenida Principal) que liga ao cruzamento da actual estrada que segue para a Matança! Neste momento e tanto quanto sei, nem da imagem da Virgem existem rastos!
domingo, abril 14, 2013
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