Bem sei que o Senhor bispo de Roma estava na Turquia e tinha que agradar aos mussulmanos, ainda agravados por afirmacoes que o mesmo tinha proferido na Alemanha o verao passado. Afirmacoes que, embora reportando-se a um antigo imperador Bizantino, ate nao sao mentira nem nada.
Mas hoje quando na homilia em Efeso, se referiu aos cristaos e mussulmanos que consideram "santa" aquelas terras do medio oriente, e se referiu ao D*us de Abraam, Isacc e Jacob, como sendo o D*us dessas religioes. Creio que deveria que mais nao fosse por cortezia, ter-se referido tambem aos judeus, pois foram precisamente eles que uns milhares de anos antes daqueles, quem comecou a adorar o verdadeiro D*us.
Eu que ate estava a comecar a simpatizar com o senhor "Bento", com esta omissao so me vem provar que tambem ele e apologista do politicamente correcto, e hipocrita como muitos.
Investigando e divulgando; a "heranca judaica", a arqueologia, historia, cultura e natureza, da "Terra d'ALGODRES"!
quarta-feira, novembro 29, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
A divulgacao de um amigo e a "Origem do um nome"!!!
O meu amigo Inacio do blog: http://steinhardts.wordpress.com que eu recomendo, em geito de brincadeira deu-me uma explicacao baseando-se no imortal Eca de Queiroz, para a origem do meu nome; Cardoso.
Porque a achei engracada e, porque estou numa de valorizar o que e meu, embora possa nao estar isento de algumas culpas. Vou comparti-la com os meus queridos leitores, e ao mesmo tempo serve para divulgar um blog, que creio muitos dos meus leitores gostaram de consultar.
Escreveu o "nosso" Eca o seguinte, no seu "ADAO e EVA":
"....Adao foge, estonteado, trilha saibros pegajosos, rasga o pelo na aspereza dos "CARDOS BRANCOS" que o vento estorce, resvala por uma escosta de cascalho e seixo, e para na areia fina....."
Ora digam la se D*us nao esteve na origem do meu nome? !!!
"Presuncao e agua benta, cada um toma a que quer"
Assim se diz nas "minhas terras".
Porque a achei engracada e, porque estou numa de valorizar o que e meu, embora possa nao estar isento de algumas culpas. Vou comparti-la com os meus queridos leitores, e ao mesmo tempo serve para divulgar um blog, que creio muitos dos meus leitores gostaram de consultar.
Escreveu o "nosso" Eca o seguinte, no seu "ADAO e EVA":
"....Adao foge, estonteado, trilha saibros pegajosos, rasga o pelo na aspereza dos "CARDOS BRANCOS" que o vento estorce, resvala por uma escosta de cascalho e seixo, e para na areia fina....."
Ora digam la se D*us nao esteve na origem do meu nome? !!!
"Presuncao e agua benta, cada um toma a que quer"
Assim se diz nas "minhas terras".
sábado, novembro 25, 2006
A Ara de Queiriz - "nova explicacao"
Continuando a referir-me a "Ara romana de Queiriz" e alertado pelo Doutor Pedro Pina Nobrega, que faz o favor de ser meu amigo, quero fazer algumas correccoes e dar aos meus amigos leitores diferentes versoes (talvez mais abalizadas) da leitura desta lapide, que eu nunca vi pessoalmente, pelo que nao tenho grande opiniao, nem grandes conhecimentos para te-la.
Primeiramente quero corrigir a actual localizacao desta inscricao. Nao se encontra no Museu Distrital de Viseu como eu informava, mas sim no quintal na Assembleia Distrital de Viseu, tendo sido inventariada pelo Professor Vaz com o numero 614.
O inventariador Professor Doutor, Joao Inez Vaz na sua tese de doutoramento com o titulo: "A Civitas de Viseu, Espaco e Sociedade. (1997) Pags. 205-206", apresenta-nos para esta "Ara" a seguinte descricao:
DVA/TIVS / APINIS F (ilivs) I BANDI/ TATIBIIAIC / VI. VOCTO TOLIT I (vssv)
A traducao para portugues corrente sera a seguinte:
"Por Ordem de Banda Tatibeaico, Duatio, filho de Apino Levantou (esse) Voto.
Temos que concluir que aparentemente Russel Cortez tera confundido algumas letras a comecar pela primeira.
Sem ter visto esta inscricao fico sempre com a duvida, mas o Professor Vaz merece-me muitissimo mais credito.
Tambem o Doutor Pedro Pina Nobrega, se referiu ao de leve a esta lapide, quando estudando uma Ara existente na freguesia das Antas, Penalva do Castelo, fez as seguintes descricoes: "....Tendo em consideracao a inscricao proveniente de Orjais, Covilha; (ENCARNACAO, Jose de, (1975) Divindades Indigenas sob o Dominio Romano; "...a divindade terminada em ...ei, e semelhante ao daquela, ou seja em ...ui; a semelhanca do epiteto da inscricao de Queiriz, Fornos de Algodres."
Parece que de acordo com os articulistas referidos: ENCARNACAO, VAZ E NOBREGA, e reportando-nos ao ultimo que os referiu no seu trabalho publicado no : Ficheiro Epigrafico da Universidade de Coimbra (Suplemento de "Conimbriga" de 2004 Numero 75, pag. 335) a divindade: "Bandi" (Banda) estara relacionada com os "Vircaui", nome de um povo muito conhecido, na area da "Civitas" de Viseu. Pois para alem das referidas inscricoes de Queiriz e de Antas, existe uma outra tambem ja estudada pelo referido Professor Vaz, proveniente de Esmolfe (a terra a famosa maca) no concelho de Penalva do Castelo, (VAZ, 1997, Pag. 204) que lhes faz referencia
Espero que estas contribuicoes, venham contribuir bastante para a divulgacao desta lapide, assim como espero (e dentro das minhas fracas possibilidades irei fazer os possiveis) que esta Ara de Queiriz, regresse ao municipio de onde e originaria.
Primeiramente quero corrigir a actual localizacao desta inscricao. Nao se encontra no Museu Distrital de Viseu como eu informava, mas sim no quintal na Assembleia Distrital de Viseu, tendo sido inventariada pelo Professor Vaz com o numero 614.
O inventariador Professor Doutor, Joao Inez Vaz na sua tese de doutoramento com o titulo: "A Civitas de Viseu, Espaco e Sociedade. (1997) Pags. 205-206", apresenta-nos para esta "Ara" a seguinte descricao:
DVA/TIVS / APINIS F (ilivs) I BANDI/ TATIBIIAIC / VI. VOCTO TOLIT I (vssv)
A traducao para portugues corrente sera a seguinte:
"Por Ordem de Banda Tatibeaico, Duatio, filho de Apino Levantou (esse) Voto.
Temos que concluir que aparentemente Russel Cortez tera confundido algumas letras a comecar pela primeira.
Sem ter visto esta inscricao fico sempre com a duvida, mas o Professor Vaz merece-me muitissimo mais credito.
Tambem o Doutor Pedro Pina Nobrega, se referiu ao de leve a esta lapide, quando estudando uma Ara existente na freguesia das Antas, Penalva do Castelo, fez as seguintes descricoes: "....Tendo em consideracao a inscricao proveniente de Orjais, Covilha; (ENCARNACAO, Jose de, (1975) Divindades Indigenas sob o Dominio Romano; "...a divindade terminada em ...ei, e semelhante ao daquela, ou seja em ...ui; a semelhanca do epiteto da inscricao de Queiriz, Fornos de Algodres."
Parece que de acordo com os articulistas referidos: ENCARNACAO, VAZ E NOBREGA, e reportando-nos ao ultimo que os referiu no seu trabalho publicado no : Ficheiro Epigrafico da Universidade de Coimbra (Suplemento de "Conimbriga" de 2004 Numero 75, pag. 335) a divindade: "Bandi" (Banda) estara relacionada com os "Vircaui", nome de um povo muito conhecido, na area da "Civitas" de Viseu. Pois para alem das referidas inscricoes de Queiriz e de Antas, existe uma outra tambem ja estudada pelo referido Professor Vaz, proveniente de Esmolfe (a terra a famosa maca) no concelho de Penalva do Castelo, (VAZ, 1997, Pag. 204) que lhes faz referencia
Espero que estas contribuicoes, venham contribuir bastante para a divulgacao desta lapide, assim como espero (e dentro das minhas fracas possibilidades irei fazer os possiveis) que esta Ara de Queiriz, regresse ao municipio de onde e originaria.
quarta-feira, novembro 22, 2006
QUEIRIZ - A terra dos "miscaros" (ou sera cogumelos)

Ja que me referi, embora superficialmente a Queiriz, devido ao passeio micologio, (vulgo apanha de miscaros) embora suscintamente referir-me um pouco mais, a esta antiga povoacao.
Situada no extremo do municipio, Queiriz e uma terra muito antiga, ja existe mencionada em documentos da epoca medieval, no entanto a sua fundacao data seguramente, pelo menos do tempo dos romanos.
No seculo XIX foi encontrada uma ara romana que tem a seguinte inscricao:
QVATIVS APIANIS
DANDITATIDEAIGVI
VOCTO TOLIT I
Esta lapide foi transportada para a exposicao arqueologica da Beira Alta em 1951, por Fernando Russel Cortez. Segundo este entendido a terminologia "eaigvi" e comum a muitas palavras bascas, relacionadas com lua ou luz lunar, o que presupoe que esta lapide estaria relacionada com o culto lunar.
Creio que se encontra presentemente no Museu Distrital de Viseu. (ja era tempo para ser devolvida ao nosso municipio)
Alem desta evidencia, existem perto da povoacao bem preservados, trocos de calcada que foram pertencentes a uma estrada romana.
Tambem relativamente perto existe o sitio arqueologico do "Castelo", onde se preservam ainda restos do que tera sido uma fortificacao romana, ou alto-medieval.
Sabe-se tambem (monografia "Terras de Algodres") que que Abade do mosteiro de Moreira, concedeu a esta povoacao um foral no seculo XIII.
A igreja e sem duvida de fundacao romanica, embora da primitiva construcao ja pouco reste.
Na fachada para alem do portal em arco de volta inteira, podem ver-se as pedras da construcao original, sendo bem visivel o acrescento que suponho ter sido do seculo XVII, no portal lateral existe uma data desse tempo.
O campanario de duas ventanas rematado por corucheu, data do seculo XIX.
quinta-feira, novembro 16, 2006
FORNOS DE ALGODRES "divulgacao de interesse" (ou nao)
III PASSEIO MICOLOGICO (vulgo apanha de miscaros)
Organizado pela Casa de Pessoal da Camara Municipal de Fornos de Algodres, vai realizar-se no proximo dia 25 de Novembro.
Ocurrera entre as localidades de Juncais e Queiriz com uma paragem em Cortico, para uma prova de azeite e miscaros, no Lagar-Museu daquela localidade.
A finalizar havera um almoco a base de "miscaros" de varias especies, rematado com uma apresentacao de paineis por parte de: Pedro Capela da MICROPLANT e por Manuel Paraiso da Associacao Micologica "A PANTORRA".
Para mais informacoes, vejam nos meus links o sitio do Municipio de Fornos de Algodres, onde existe uma ficha de inscricao.
VENHAM ATE "FORNOS" CONHECER UMA REALIDADE DIFERENTE E, UMA GASTRONOMIA JA UM POUCO FORA DOS USOS MODERNOS.
Organizado pela Casa de Pessoal da Camara Municipal de Fornos de Algodres, vai realizar-se no proximo dia 25 de Novembro.
Ocurrera entre as localidades de Juncais e Queiriz com uma paragem em Cortico, para uma prova de azeite e miscaros, no Lagar-Museu daquela localidade.
A finalizar havera um almoco a base de "miscaros" de varias especies, rematado com uma apresentacao de paineis por parte de: Pedro Capela da MICROPLANT e por Manuel Paraiso da Associacao Micologica "A PANTORRA".
Para mais informacoes, vejam nos meus links o sitio do Municipio de Fornos de Algodres, onde existe uma ficha de inscricao.
VENHAM ATE "FORNOS" CONHECER UMA REALIDADE DIFERENTE E, UMA GASTRONOMIA JA UM POUCO FORA DOS USOS MODERNOS.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Muxagata (d'Algodres) - Largo da fonte e do Chafariz

Este largo fica situado no centro da povoacao da Muxagata, nele encontra-se uma fonte medieval, em arco romanico com ameias, (nao visivel) o chafariz oitocentista e uma casa brasonada do seculo XVIII.
Daqui sai a Rua do Castelo, que nos leva ao sitio em que essa estrutura de defeza outrora se encontrava.
Ao fundo pode ver-se tambem a Serra de Belcaide, na qual se situava a torre medieval.
Judeus tambem na Muxagata (d'Algodres)
Sendo povoacao com alguma importancia, desde o tempo imperio romano e da idade media; pois ate teve um pequeno castelo e uma torre no alto do Belcaide, de que ainda ha referencias na toponomia. Ja calculava por isso que tambem, na Muxagata tivessem residido judeus.
Embora nao se encontrem vestigios no terreno, (tanto quanto sei) por aqui passava uma estrada que de Algodres se dirigia a zona de Celorico, atravessando a ribeira da Cortegada ou Muxagata, junto a esta aldeia e depois de passar a pequena serra, tambem o Rio Mondego ("Monda" romano e "Mandingo" medieval).
E sabido tambem, que os judeus sendo gente de negocio, tendiam a residir junto a vias de comunicacao.
Corroborando estas minhas suspeitas, descobri recentemente um processo do Tribunal do Santo Oficio de Lisboa, em que entre 22 de Setembro de 1663 e 26 de Abril de 1665, foi investigado e acusado de judaismo, o soldado de cavalo: Henrique Frois Nunes, filho de Francisco de Matos da Muxagata e de Isabel Flores de Linhares.
Creio que deveria ter havido mais familias "judaicas" nesta aldeia, no entanto ate ao momento nao consegui encontrar mais nenhuma evidencia. Caso alguem da Muxagata leia esta entrada e tenha mais alguma informacao, adoraria a sua colaboracao.
Embora nao se encontrem vestigios no terreno, (tanto quanto sei) por aqui passava uma estrada que de Algodres se dirigia a zona de Celorico, atravessando a ribeira da Cortegada ou Muxagata, junto a esta aldeia e depois de passar a pequena serra, tambem o Rio Mondego ("Monda" romano e "Mandingo" medieval).
E sabido tambem, que os judeus sendo gente de negocio, tendiam a residir junto a vias de comunicacao.
Corroborando estas minhas suspeitas, descobri recentemente um processo do Tribunal do Santo Oficio de Lisboa, em que entre 22 de Setembro de 1663 e 26 de Abril de 1665, foi investigado e acusado de judaismo, o soldado de cavalo: Henrique Frois Nunes, filho de Francisco de Matos da Muxagata e de Isabel Flores de Linhares.
Creio que deveria ter havido mais familias "judaicas" nesta aldeia, no entanto ate ao momento nao consegui encontrar mais nenhuma evidencia. Caso alguem da Muxagata leia esta entrada e tenha mais alguma informacao, adoraria a sua colaboracao.
quarta-feira, novembro 01, 2006
"OS JESUITAS"
Ja aqui por varias vezes me tenho referido, a gravacoes encontradas em construcoes, que a grande maioria dos entendidos na materia faz recuar aos seculos XVI e XVII e que eu entre muitos outros, creio relacionar-se com "cristaos-novos", que foram de facto judeus convertidos.
So o facto de serem contemporaneas, dessas epocas de intolerancia e conversoes forcadas, em si so, explica a razao ou as razoes dessas gravacoes.
No entanto queria sublinhar, agora que anteriormente me referi ao Padre Antonio Vieira, o papel doutrinario, educacional e envangelizador da "Companhia de Jesus" em Portugal.
Esta "Companhia" fundada por Inacio de Loyola, teve um papel importante para a igreja catolica, na Europa central, em contraposicao a reforma protestante iniciada por Martinho Lutero na Alemanha.
Em Portugal e porque o movimento "Protestante", nunca teve grande aceitacao, esta companhia dedicou-se fundamentalmente a conversao dos indios do Brasil e negros africanos, e aos recem "convertidos" cristaos, provenientes da religiao judaica.
Sabe-se por varias fontes da epoca, que de certa forma esta ordem religiosa, foi ate defensora dos judeus em varias alturas, tendo-se publicamente e em sermoes, revoltado contra certos metodos utilizados pela inquisacao, que era quase toda constituida por padres "Dominicanos".
O padre Vieira entre outros, sofreu e so de certa forma conseguiu escapar, ao efeito mais nefasto da "Inquisicao" devido a proteccao do geral da "Companhia" em Roma.
Por isso nao me admira em nada, que em muitas das gravacoes "cristas", em propriedades de antigos judeus possa encontrar a sigla da "Companhia de Jesus". Porque foi a unica instituicao catolica que ainda tinha por eles um pouco de compreencao. Embora tendo em fim a sua conversao sincera, queria que fosse isso mesmo; "sincera" e nao imposta, como desejava uma grande parte da mesma "Igreja".
So o facto de serem contemporaneas, dessas epocas de intolerancia e conversoes forcadas, em si so, explica a razao ou as razoes dessas gravacoes.
No entanto queria sublinhar, agora que anteriormente me referi ao Padre Antonio Vieira, o papel doutrinario, educacional e envangelizador da "Companhia de Jesus" em Portugal.
Esta "Companhia" fundada por Inacio de Loyola, teve um papel importante para a igreja catolica, na Europa central, em contraposicao a reforma protestante iniciada por Martinho Lutero na Alemanha.
Em Portugal e porque o movimento "Protestante", nunca teve grande aceitacao, esta companhia dedicou-se fundamentalmente a conversao dos indios do Brasil e negros africanos, e aos recem "convertidos" cristaos, provenientes da religiao judaica.
Sabe-se por varias fontes da epoca, que de certa forma esta ordem religiosa, foi ate defensora dos judeus em varias alturas, tendo-se publicamente e em sermoes, revoltado contra certos metodos utilizados pela inquisacao, que era quase toda constituida por padres "Dominicanos".
O padre Vieira entre outros, sofreu e so de certa forma conseguiu escapar, ao efeito mais nefasto da "Inquisicao" devido a proteccao do geral da "Companhia" em Roma.
Por isso nao me admira em nada, que em muitas das gravacoes "cristas", em propriedades de antigos judeus possa encontrar a sigla da "Companhia de Jesus". Porque foi a unica instituicao catolica que ainda tinha por eles um pouco de compreencao. Embora tendo em fim a sua conversao sincera, queria que fosse isso mesmo; "sincera" e nao imposta, como desejava uma grande parte da mesma "Igreja".
sexta-feira, outubro 27, 2006
"Os grandes portugueses" Padre ANTONIO VIEIRA
Ontem estive atentamente a ver o debate na RTP, acerca dos "grandes portugueses", ja tenho lido e ouvido falar bastante sobre este tema e estava quase a deixar passar-lo, sem a ele me referir. Mas pensando um pouco mais, decidi dar tambem a minha humilde opiniao.
Como amante da historia e regionalista convicto, deveria escolher talvez alguem da, ou com ligacao a "nossa Beira", ou ate algum personagem de mais perto da minha terra natal. Teria muitos por onde escolher, e vou so dar alguns exemplos: Sacadura Cabral, Virgilio Ferreira, Gomes Eanes de Azurara, Gil Vicente, (sim eu tambem defendo que era de Guimaraes de Tavares) Rui de Pina, ou ate os meus conterraneos; Antonio Bernardo da Costa Cabral, ou Antonio Menano.
No entanto e acima destes todos, (isto no meu criterio) estariam sem duvida o rei D. Sancho I; o grande povoador desta regiao, mas e muito especialmente, D. Dinis que por aqui tendo casado, promoveu com forais e feiras o desenvolvimento destas terras.
Tambem e porque neste blog me debruco sobre temas judaicos, poderia tambem escolher alguem com ligacoes a esse povo, como Garcia da Orta, Ribeiro Sanches, ou Aristides de Sousa Mendes.
No entanto decidi e creio que irei votar, por um portugues que como poucos reflete a nossa universalidade portuguesa: Padre Antonio Vieira, que segundo gente mais sabedora, era tambem "cristao-novo".
Nascido no Brasil enquanto colonia portuguesa, pregador e professor Jesuita, embaixador, mesianico mas realista, defensor dos indios dos judeus e dos mais pobres, entre muitas outras coisas.
Como a grande maioria, so depois de morto lhe deram algum do credito que merecia.
Pela universalidade que representa, o padre ANTONIO VIEIRA, e o meu "Grande portugues".
Como amante da historia e regionalista convicto, deveria escolher talvez alguem da, ou com ligacao a "nossa Beira", ou ate algum personagem de mais perto da minha terra natal. Teria muitos por onde escolher, e vou so dar alguns exemplos: Sacadura Cabral, Virgilio Ferreira, Gomes Eanes de Azurara, Gil Vicente, (sim eu tambem defendo que era de Guimaraes de Tavares) Rui de Pina, ou ate os meus conterraneos; Antonio Bernardo da Costa Cabral, ou Antonio Menano.
No entanto e acima destes todos, (isto no meu criterio) estariam sem duvida o rei D. Sancho I; o grande povoador desta regiao, mas e muito especialmente, D. Dinis que por aqui tendo casado, promoveu com forais e feiras o desenvolvimento destas terras.
Tambem e porque neste blog me debruco sobre temas judaicos, poderia tambem escolher alguem com ligacoes a esse povo, como Garcia da Orta, Ribeiro Sanches, ou Aristides de Sousa Mendes.
No entanto decidi e creio que irei votar, por um portugues que como poucos reflete a nossa universalidade portuguesa: Padre Antonio Vieira, que segundo gente mais sabedora, era tambem "cristao-novo".
Nascido no Brasil enquanto colonia portuguesa, pregador e professor Jesuita, embaixador, mesianico mas realista, defensor dos indios dos judeus e dos mais pobres, entre muitas outras coisas.
Como a grande maioria, so depois de morto lhe deram algum do credito que merecia.
Pela universalidade que representa, o padre ANTONIO VIEIRA, e o meu "Grande portugues".
quarta-feira, outubro 25, 2006
"A provocacao" prometida.
Especialmente dedicada aos meus amigos das "Terras de Tavares, Azurara e Castendo" mas nao so.
Vejam em: http://aquidalgodres.blogspot.com
Podem ir ate la atravez dos meus links.
Vejam em: http://aquidalgodres.blogspot.com
Podem ir ate la atravez dos meus links.
domingo, outubro 22, 2006
Casa da Familia Osorio e Castro - Algodres

Esta e uma das duas casas existentes em Algodres, que ostentam o brasao de armas da familia. Todavia esta e mais antiga, fica situada no Largo da Nogueira, a outra e a que anteriormente foi o edificio municipal e judicial do antigo concelho, a ela me referirei mais adiante.
E uma construcao tipica das casas da Beira, em granito e com um balcao e alpendre. Numa das esquinas da casa fica o brazao dos Osorios e Castro Cabral de Albuquerque, no entanto este, creio e muito mais recente que a casa.
Encontra-se recentemente recuperada e apresentavel, no entanto digam-me os meus amigos, se nao teria ficado muito melhor com as colunas em madeira como eu a conheci, do que com estas em granito polido, que qualquer leigo ve nao fazerem parte desta construcao, nem elas, nem a balaustrada tambem em granito polido.
Se ao menos tivessem feito essas contrucoes em granito aparelhado, com o tempo iria ficar semelhante, mas sao gostos e com eles, perde parte do valor uma casa tao antiga.
A familia Osorio era originaria de Castela, assentou o primeiro solar na vizinha e antiga vila de Figueiro da Granja, no seculo XIV. Espalhou-se por toda esta nossa Beira, deixando varios ramos. Teve tambem ligacoes com os Pedrosos, com solar em Vila Cha (d'Algodres) a que ja me referi anteriormente. Presentemente os proprietarios deste solar de Vila Cha, sao os descendentes destes Osorio e Castro.
terça-feira, outubro 17, 2006
O meu "LOGO"

Embora com algum atrazo, quero apresentar aos meus queridos amigos e leitores, o meu novo "logo". Foi gentilmente concebido pela amiga Maria Joao; do blog "Sulista", (meus links) e nao poderia ser mais sugestivo.
Primeiramente as cores; o verde da vegetacao da minha querida Beira, presentemente em muito em menor quantidade, devido aos vandalos incendiarios; (sim isso mesmo, sem ser politicamente correcto) e o cinzento da cor das rochas graniticas das nossas serras.
Quanto ao Al, de Albino e de Algodres, que embora seja uma preposicao de origem arabe, talvez ate nem fique mal num individuo, que esta convencido ter sangue judeu e numa terra, que estou convencido ter sido fundada por romanos ou visigodos.
Por isso ja sabem, embora nao esteja ali a minha fotografia, este "logo" representa-me muito bem, alem disso tambem tem um "Cardoso" pequenino, que e como me considero, junto da grandeza de amigos, que encontrei nestas lides bloguisticas.
Ha ja me esquecia, o verde tambem tem que ver, com os meus gostos clubisticos; nao se pode ser perfeito, dirao alguns!!!
quinta-feira, outubro 12, 2006
A MACONARIA, a REPUBLICA e a familia COIMBRA
Embora sem ter muitos dados, (para isso teria que residir em Portugal, para poder obte-los no arquivo distrital da Guarda) vou como prometi, debrucar-me sobre a familia "Coimbra" de Vila Cha (d'Algodres).
Tanto quanto consegui apurar, atravez dos meus avos e meu pai, (enquanto vivos) a familia Coimbra se nao era originaria de Vila Nova de Poiares, (Distrito de Coimbra) pelo menos tinha ai parentes e propriedades. No entanto Eduardo Simoes Coimbra, talvez o mais republicano residente do meu concelho, em fins do seculo XIX, se nao nasceu ca, ja ca residia e tinha constituido familia por essa altura.
Se nao tinha ligacoes com a Maconaria, era pelo menos um individuo de formacao progressista e liberal.
Creio, embora sem ter certezas, (para isso necessitaria toda a ajuda possivel) que ja foi ele uma das pessoas mais influentes, na criacao na escola na freguesia de Vila Cha, (criada por decreto de 28 de Maio de 1873, Diario do Governo, No. 124 de 3 de junho do mesmo ano).
Sendo esta freguesia uma das mais pequenas do concelho, nunca teve mais que 300 moradores, foi das primeiras a possuir escola, nisto tambem esteve sem duvida envolvido Antonio Pedroso, que era presidente da camara nessa altura e tambem natural de Vila Cha.
Foi tambem nesses tempos (1868) que foi contruida a Fonte de Santo Antonio, por sinal contruida junto as casas da familia Coimbra, embora ai houvesse outros moradores entre os quais um Antonio da Cruz, em cuja casa eu descobri vestigios de "cristaos-novos", (judeus convertidos). Ate poderei supor, que tanto pelo apelido: "Coimbra", como pela cultura e educacao, que esta familia sempre teve, que possa ela tambem, ter lacos sanguineos judaicos.
Esteve tambem envolvido na construcao da estrada entre Vila Cha e Muxagata em 1863. No entanto foi na construcao do cemiterio, que Eduardo Simoes Coimbra deixou melhor vincada a sua accao, pois nao so foi construido, (1910) durante o tempo em que esteve envolvido na governacao camararia, como foi o proprio que cedeu o terreno para a sua construcao.
Isto e tudo quanto sei acerca do patriarca Coimbra, ja quanto ao seu filho mais velho sei um pouquito mais; Tinha o mesmo nome do pai: Eduardo Simoes Coimbra, nasceu no principio do seculo XX, era formado engenheria e foi comandante da Marinha Mercante, era uma pessoa muito progressista, republicano convicto como o pai, e membro do Grande Oriente Lusitano, do qual chegou a ser Grao-Mestre.
A ele a minha aldeia natal muito deve e, se mais nao fez pela sua terra, foi devido a accao contraria desenvolvida pelos os "fanaticos catolicos", que durante a ditadura nao o deixaram.
No entanto ainda com todas essas contrariedades, esteve envolvido, na construcao do novo edificio escolar e do chafariz do Terreiro em 1934. No final da decada de sessenta, na construcao das novas instalacoes sanitarias na escola, com agua corrente de um poco com bomba elevatoria, construido com dinheiro dele.
Foi tambem ele, que embora nao sendo catolico praticante, comprou o relogio electrico para a nossa igreja. Alem disto comprou algumas casas em ruinas e depois de reconstrui-las, cedeu-as a familias pobres, a troco de prestacoes de precos reduzidissimos.
Mas foi na construcao do antigo club da aldeia, hoje a sede da junta da freguesia, que o seu amor para com a terra que o viu nascer, melhor se sentiu: Possui-a ele um antigo lagar no Largo do Terreiro, que nos fins dos anos sessenta, reconverteu num edificio aconchegante, para ser o salao de recreio da minha terra, dotou-o tambem de mobilia e televisao, nesse tempo em que nem toda a gente a podia ter, cedendo-o gratuitamente ao povo.
Alem disso colaborou com terrenos e dinheiro, para o alargamento de ruas, largos e caminhos na minha freguesia.
Por tudo isto e por algo mais, que neste momento me escapa, e sem duvida nenhuma, devida uma homenagem embora que postuma a esta familia e principalmente ao "Engenheiro".
Na pedra da sua sepultura, existente no cemiterio mandado construir pelo seu pai, em que figuram os simbolos das "Maconaria", nao poderiam ter escrito nada mais verdadeiro: "aqui jaz quem muito amou a sua terra e quem sempre lutou, para que as sua gente fosse menos pobre e menos inculta".
Tanto quanto consegui apurar, atravez dos meus avos e meu pai, (enquanto vivos) a familia Coimbra se nao era originaria de Vila Nova de Poiares, (Distrito de Coimbra) pelo menos tinha ai parentes e propriedades. No entanto Eduardo Simoes Coimbra, talvez o mais republicano residente do meu concelho, em fins do seculo XIX, se nao nasceu ca, ja ca residia e tinha constituido familia por essa altura.
Se nao tinha ligacoes com a Maconaria, era pelo menos um individuo de formacao progressista e liberal.
Creio, embora sem ter certezas, (para isso necessitaria toda a ajuda possivel) que ja foi ele uma das pessoas mais influentes, na criacao na escola na freguesia de Vila Cha, (criada por decreto de 28 de Maio de 1873, Diario do Governo, No. 124 de 3 de junho do mesmo ano).
Sendo esta freguesia uma das mais pequenas do concelho, nunca teve mais que 300 moradores, foi das primeiras a possuir escola, nisto tambem esteve sem duvida envolvido Antonio Pedroso, que era presidente da camara nessa altura e tambem natural de Vila Cha.
Foi tambem nesses tempos (1868) que foi contruida a Fonte de Santo Antonio, por sinal contruida junto as casas da familia Coimbra, embora ai houvesse outros moradores entre os quais um Antonio da Cruz, em cuja casa eu descobri vestigios de "cristaos-novos", (judeus convertidos). Ate poderei supor, que tanto pelo apelido: "Coimbra", como pela cultura e educacao, que esta familia sempre teve, que possa ela tambem, ter lacos sanguineos judaicos.
Esteve tambem envolvido na construcao da estrada entre Vila Cha e Muxagata em 1863. No entanto foi na construcao do cemiterio, que Eduardo Simoes Coimbra deixou melhor vincada a sua accao, pois nao so foi construido, (1910) durante o tempo em que esteve envolvido na governacao camararia, como foi o proprio que cedeu o terreno para a sua construcao.
Isto e tudo quanto sei acerca do patriarca Coimbra, ja quanto ao seu filho mais velho sei um pouquito mais; Tinha o mesmo nome do pai: Eduardo Simoes Coimbra, nasceu no principio do seculo XX, era formado engenheria e foi comandante da Marinha Mercante, era uma pessoa muito progressista, republicano convicto como o pai, e membro do Grande Oriente Lusitano, do qual chegou a ser Grao-Mestre.
A ele a minha aldeia natal muito deve e, se mais nao fez pela sua terra, foi devido a accao contraria desenvolvida pelos os "fanaticos catolicos", que durante a ditadura nao o deixaram.
No entanto ainda com todas essas contrariedades, esteve envolvido, na construcao do novo edificio escolar e do chafariz do Terreiro em 1934. No final da decada de sessenta, na construcao das novas instalacoes sanitarias na escola, com agua corrente de um poco com bomba elevatoria, construido com dinheiro dele.
Foi tambem ele, que embora nao sendo catolico praticante, comprou o relogio electrico para a nossa igreja. Alem disto comprou algumas casas em ruinas e depois de reconstrui-las, cedeu-as a familias pobres, a troco de prestacoes de precos reduzidissimos.
Mas foi na construcao do antigo club da aldeia, hoje a sede da junta da freguesia, que o seu amor para com a terra que o viu nascer, melhor se sentiu: Possui-a ele um antigo lagar no Largo do Terreiro, que nos fins dos anos sessenta, reconverteu num edificio aconchegante, para ser o salao de recreio da minha terra, dotou-o tambem de mobilia e televisao, nesse tempo em que nem toda a gente a podia ter, cedendo-o gratuitamente ao povo.
Alem disso colaborou com terrenos e dinheiro, para o alargamento de ruas, largos e caminhos na minha freguesia.
Por tudo isto e por algo mais, que neste momento me escapa, e sem duvida nenhuma, devida uma homenagem embora que postuma a esta familia e principalmente ao "Engenheiro".
Na pedra da sua sepultura, existente no cemiterio mandado construir pelo seu pai, em que figuram os simbolos das "Maconaria", nao poderiam ter escrito nada mais verdadeiro: "aqui jaz quem muito amou a sua terra e quem sempre lutou, para que as sua gente fosse menos pobre e menos inculta".
quinta-feira, outubro 05, 2006
a "REPUBLICA" em FORNOS de ALGODRES

Como todos sabemos (ou deviamos) a republica foi implantada em Lisboa, com um golpe militar e politico patrocinado pela maconaria, no dia 5 de Outubro de 1910.
No resto do pais foi implantada pelo telegrafo (para os mais novos, era uma especie de email messenger, do principio do seculo XX).
Ora tambem no concelho de Fornos de Algodres assim foi implantada. Aquela data haveria quando muito, uns seis republicanos em todo o concelho. Dentro destes (talvez o mais "ilustrado") figurava: Eduardo Coimbra, era natural da minha aldeia de Vila Cha (d'Algodres).
Foi ele quem promoveu os primeiros comicios republicanos no concelho, e esteve na constituicao da primeira camara republicana, que por curiosidade foi presidida pelo ultimo presidente do regime monarquico.
Este Eduardo Coimbra nunca quiz ser o presidente, o que denota algum desprendimento, era politico por conviccao e nao por interesse, como infelizmente e a maioria dos politicos actuais.
Irei voltar a referir-me a ele e a sua familia, noutras futuras entradas, hoje e para assinalar esta efemeride, so quiz deixar esta pequena entrada, ilustrada com a casa que foi sua propriedade, que de acordo com a data na cartela sobre a porta, foi construida em 1861.
domingo, outubro 01, 2006
CASA DA TORRE

Esta Casa da Torre, situada no Largo do Pelourinho na Vila de Fornos, e a casa da familia Abreu Castelo Branco, uma das mais antigas familias desta terra, embora a actual construcao, date na sua maior parte dos seculos XVII e XVIII, a Torre que lhe da o nome, vem dos fins da idade media, embora presentemente bastante modificada.
Da familia Abreu, sairam os segundos senhores de Fornos entre os seculos XV e XVII e dela foi o primeiro visconde e condes de Fornos de Algodres, isto ja no seculo XIX.
Mandou esta familia construir no seculo XVI, uma capela na Se da Guarda, com a invocacao de Nossa Senhora da Anunciada, em que se conserva o brasao desta familia.(actual capela dos Pinas) A razao pela qual esta capela e identificada por "Capela dos Pinas", tem que ver com facto de Luis de Abreu Castelo Branco, ter casado com Francisca de Pina, neta do cronista Rui de Pina.
Nesta capela foi onde em 1616 foi instituido um morgadio com vinculo na Quinta da Costa, propriedade da familia. (actual quinta do seminario de Fornos).
Nesse documento em certa altura constava o seguinte: (....ficam excluidos deste morgado; os bastardos, os que tivessem raca de mouro, gentio ou judeu, os que casassem com pessoa mecanica ate aos bisavos, assim como os amancebados, os bebados, os ladroes e os tafues notaveis,....)
Por aqui vemos que esta familia se considerava tao importante, que se nao podia "conspurcar" entre outras coisas, com casamentos com gente de sangue judaico.
Isto foi documentado muito poucos anos, a seguir a instituicao da "inquisicao" em Portugal.
Sabemos que os judeus tambem nao se casavam com gente doutras "racas", portanto e porque oficialmente ja todos eram cristaos, qual era o receio desta familia?
Felizmente o espirito liberal do seculo XIX, veio acabar com esta aberracao dos "morgadios".
sábado, setembro 23, 2006
Ano de; 5767!
A partir do por do sol de ontem; Sexta feira, e, durante o dia de hoje, celebram os judeus o: ROSH HASHANAH, primeiro dia do novo ano, de 5767!
Seguem-se dez dias de jejums e penitencia, que terminam no; YOM KIPPUR, dia do perdao.
A todos os possiveis leitores judeus, um FELIZ ANO NOVO!
Seguem-se dez dias de jejums e penitencia, que terminam no; YOM KIPPUR, dia do perdao.
A todos os possiveis leitores judeus, um FELIZ ANO NOVO!
quinta-feira, setembro 21, 2006
JUDEUS ou "CRISTAOS-NOVOS" em Sobral Pichorro
Ja em entradas anteriores, me referi a provavel existencia de judeus, mais tarde "convertidos" em cristaos-novos, na antiga povoacao de Soveral, ou Sobral, do termo de Algodres, hoje identificada por: Sobral Pichorro.
Nessas alturas identifiquei um arco em volta inteira com um escudo, como a provavel entrada para as suas casas. (entrada de 9 de Outubro de 2005)
Mais tarde visitando detalhadamente a area, para meu desapontamento, nao consegui descobrir mais nenhuns vestigios, que fossem de encontro com a minha conviccao, pelo que na altura julguei ser unicamente a minha imaginacao a trabalhar. (entrada de 28 de Marco de 2006)
Entretanto e acidentalmente, enquanto verificava algumas "descricoes arquivisticas online" dos arquivos da Torre do Tombo. Descobri um processo do tribunal da inquisicao de Coimbra, do ano de 1620, referindo Marcos Rodrigues, cristao-novo, acusado de judaismo, heresia e apostasia, com morada em Soveral, termo de Algodres.
Alem deste processo, descobri um outro, do tribunal da inquisicao de Lisboa, do ano de 1737, referente a Maria Lucena, acusada de judaismo, moradora em Sobral Pichorro, termo de Algodres.
Estes processos vem por si so, provar que as minhas suspeicoes estavam certas, sim houve judeus a residir no Sobral Pichorro, embora pudessem nao ter vivido nas casas cuja entrada e aquele arco.
Tambem ja divulguei uma outra lapide desta mesma povoacao, que podera muito bem estar relacionada com "cristaos-novos". (entrada de 3 de Maio de 2006)
Depois do explanado, so quero fazer algumas consideracoes:
- Estando provada a existencia de cristaos-novos nesta aldeia, que embora aqui residentes, o primeiro era natural de Trancoso e a segunda natural de Celorico, indicia a existencia de outras familias de origem judaica, pois o mais natural e que tenham vindo para esta terra atravez de casamentos, sabendo nos que os judeus casam entre si.
- No primeiro caso, ate poderia ser uma fuga de Trancoso, para uma aldeia pequena e menos acessivel, para tentar escapar a accao da inquisicao naquela vila, que como se sabe, teve uma das maiores e mais dinamicas comunidades judaicas da Beira.
- Ja no segundo caso, sendo 117 anos mais tardio, indica-nos que embora ja "convertidos" desde 1497, os "cripto-judeus" do Sobral Pichorro, passados que eram 240 anos, ainda praticavam o "judaismo". Coisa mais que normal, pois muitas das conversoes nao o foram por conviccao, mas sim por necessidade.
- Alem do explanado, este ultimo processo, vem deitar por terra, a lenda de que o complemento: "Pichorro" desta freguesia, tem que ver com a terceira invacao francesa, que aconteceu em 1810. Porque 73 anos antes daquela invasao, ja esta povoacao usava aquele complemento identificativo.
Nessas alturas identifiquei um arco em volta inteira com um escudo, como a provavel entrada para as suas casas. (entrada de 9 de Outubro de 2005)
Mais tarde visitando detalhadamente a area, para meu desapontamento, nao consegui descobrir mais nenhuns vestigios, que fossem de encontro com a minha conviccao, pelo que na altura julguei ser unicamente a minha imaginacao a trabalhar. (entrada de 28 de Marco de 2006)
Entretanto e acidentalmente, enquanto verificava algumas "descricoes arquivisticas online" dos arquivos da Torre do Tombo. Descobri um processo do tribunal da inquisicao de Coimbra, do ano de 1620, referindo Marcos Rodrigues, cristao-novo, acusado de judaismo, heresia e apostasia, com morada em Soveral, termo de Algodres.
Alem deste processo, descobri um outro, do tribunal da inquisicao de Lisboa, do ano de 1737, referente a Maria Lucena, acusada de judaismo, moradora em Sobral Pichorro, termo de Algodres.
Estes processos vem por si so, provar que as minhas suspeicoes estavam certas, sim houve judeus a residir no Sobral Pichorro, embora pudessem nao ter vivido nas casas cuja entrada e aquele arco.
Tambem ja divulguei uma outra lapide desta mesma povoacao, que podera muito bem estar relacionada com "cristaos-novos". (entrada de 3 de Maio de 2006)
Depois do explanado, so quero fazer algumas consideracoes:
- Estando provada a existencia de cristaos-novos nesta aldeia, que embora aqui residentes, o primeiro era natural de Trancoso e a segunda natural de Celorico, indicia a existencia de outras familias de origem judaica, pois o mais natural e que tenham vindo para esta terra atravez de casamentos, sabendo nos que os judeus casam entre si.
- No primeiro caso, ate poderia ser uma fuga de Trancoso, para uma aldeia pequena e menos acessivel, para tentar escapar a accao da inquisicao naquela vila, que como se sabe, teve uma das maiores e mais dinamicas comunidades judaicas da Beira.
- Ja no segundo caso, sendo 117 anos mais tardio, indica-nos que embora ja "convertidos" desde 1497, os "cripto-judeus" do Sobral Pichorro, passados que eram 240 anos, ainda praticavam o "judaismo". Coisa mais que normal, pois muitas das conversoes nao o foram por conviccao, mas sim por necessidade.
- Alem do explanado, este ultimo processo, vem deitar por terra, a lenda de que o complemento: "Pichorro" desta freguesia, tem que ver com a terceira invacao francesa, que aconteceu em 1810. Porque 73 anos antes daquela invasao, ja esta povoacao usava aquele complemento identificativo.
sábado, setembro 16, 2006
Graniticas "Terras de Algodres"

Nesta regiao onde o granito e rei, podemos apreciar varias formacoes rochosas como a da fotografia. Algumas o povo na sua sabedoria secular, deu-lhes nomes sugestivos: Pedra da Pita, Pedra do Tlin Tlin, Lage Escorregadia, Penedo do Porco, Penedo Furado, etc etc.
Como chamariam os meus amigos a esta formacao?
quarta-feira, setembro 13, 2006
PROS (com acento!)
Aconselhava os meus amigos leitores, a consultar a entrada; "Pros" escrita pelo meu conterraneo distrital: Francisco Jose Viegas, no seu "blog": http://origemdasespecies.blogspot.com
Tambem la podem chegar atravez dos meus links: ORIGEM das especies.
Depois digam algo.
Tambem la podem chegar atravez dos meus links: ORIGEM das especies.
Depois digam algo.
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