quinta-feira, janeiro 05, 2006

CALVARIO - VILA CHA "d'ALGODRES"


Depois do concilio de Trento e quando se comecaram a implementar as suas directivas, mas principalmente depois do edito de expulsao dos judeus em Portugal, comecou a igreja catolica a enfatizar muito mais o sacrificio de Jesus, do que a mesericordia de Deus.

Foi entao que se promoveram e construiram as vias sacras e os calvarios por todo o pais e a nossas "Terras de Algodres" nao foram excepcao, Creio que esta manifestacao era para enfatizar o crime dos judeus, que segundo a igreja catolica e contrario a historia foi quem matou Jesus. Dentre os varios calvarios que ainda hoje permanecem, existe este em Vila Cha, fica situado a cerca de 300 metros do centro da aldeia a beira de um caminho medieval ou ate romano que passava pela Aldeia das Cortes (hoje em ruinas) e constituido por uma plataforma com degraus onde ficam tres sulcos para a implantacao de cruzes de madeira, sendo o central numa base mais elevada.

Recentemente a junta da freguesia,(suponho eu) decidiu implantar no lugar onde se deveriam colocar cruzes de madeira, tres cruses de granito polido, talvez pensassem que estavam a fazer um excelente trabalho, mas em minha opiniao e creio que concordaram comigo os entendidos em historia de arte, deveriam em vez de tapar os sulcos com aquelas cruzes, era colocar neles cruzes de madeira que podia ser tratada para poder resistir a intemperie, ou entao deixar o calvario como esteve por anos e anos.

Espalhados pela aldeia ficavam os varios passos da via sacra, desconheco a sua localizacao com a excepcao do ultimo antes do calvario, que se encontra a cerca de 50 metros incorporado num muro, e uma pequena plataforma em cantaria, que a semelhanca do calvario tem ao centro um pequeno sulco para a implantacao de uma cruz de madeira.

ANTIGA ESCOLA DE FORNOS e a ABADIA


Esta foto de um antigo postal (OCOGRAVURA LDA.-RUA D.Pedro V, 18 LISBOA) nao tem data, mas estou convicto que datara da decada trinta do seculo passado. Aqui se ve a antiga escola primaria de Fornos de Algodres, ficava situada na antiga Rua da Igreja; hoje Rua Carlos.....Pereira, (omiti o nome na totalidade porque de tao longo e dificil de recordar e, alem disso e uma disparidade um nome tao longo numa rua)

Este edificio foi demolido em finais da decada de sessenta e, em seu lugar foi edificada a escola preparatoria Lopo de Abreu, tambem ela ja extinta restando unicamente o edificio, (Um "caixote" sem nenhum interesse arquitetonico) e o muro de vedacao que era comtemporaneo da antiga escola.

Esta escola construida em principios do seculo XX, foi-o no local em que houve outrora a antiga abadia da Igreja de S. Miguel, portanto residencia dos abades titulares da paroquia de: "Sancti Michaelis", de que ha referencia nas inquiricoes de D. Afonso III em 1258. Por essa altura era prelado desta igreja "Stephanvs Mvniz".

No entanto a igreja e muitissimo mais antiga, ja existia em 1170 e, era nela que recebiam os sacramentos os habitantes, do Couto da Granja da Figeirola, que pertencia ao convento de S. Joao de Taroura. Naquela granja ou quinta mais tarde nasceu a povoacao de Figueiro da Granja, que chegou a ser vila e concelho no seculo XV.

Sabe-se tambem que esta mesma Igreja de Sao Miguel, foi em 1320 taxada por D. Dinis em 50 libras, pelo espaco de tres anos para a guerra contra os Mouros. Noutra entrada me referirei com mais detalhe a Igreja.

O terreno nas trazeiras destes edificios, e o passal da abadia e ainda hoje e propriedade da igreja matriz de Fornos, havendo um projecto para ai se construir um centro paroquial.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Ainda as JANEIRAS

Embora tenha respondido a alguns amigos nos comentarios, quero deixar mais publicamente outras quadras, que vem em seguimento de outros comentarios passados:

Aqui nas Terras de Algodres
Mesmo no tempo do frio,
Recebemos os bons amigos
Com bom vinho e peixes do rio

Nao sei se serao janeiras
Pois inda nao tenho a certeza,
Poderam ser fevereiras
mas vai serao uma beleza

terça-feira, janeiro 03, 2006

JANEIRAS Continuacao

Em agradecimento ao amigo Antonio Tavares,(http://www.neoarqueo.blogspot.com) pela deferencia num comentario, quero incluir uma outra quadra que nos tempos se cantava nas Janeiras das "Terras de Algodres" mas provavelmente tambem nas "Terras de Tavares e Azurara". Queria tambem deixar um repto aos amigos leitores. Que tal divulgarem as quadras de que os meus amigos se lembram, nas janeiras da nossa Beira?

Viva la o amigo Antonio
Que bem lhe fica o chapeu,
Quando vai para a igreja
Parece um anjo do ceu.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

ANTIGO PACO MUNICIPAL E PELOURINHO


Dentro malha urbana da antiga urbe, e junto aos solares dos Abreus (antigos senhores da vila) e dos Lacerdas encontramos a antiga casa da "camera" e este pelourinho; foi restaurado em 1933 restando do original destruido no seculo XIX, o primeiro terco da coluna e a base e o chapeu da "gaiola".

Esta localidade em principios da nacionalidade era: "Lugar dos Fornos" foi terra reguenga (propriedade real) e embora queiram que tenha tido foral por D. Dinis em 1314, disso nao ha evidencia, pois sempre se geriu pelos forais do concelho de Algodres. Ha documentos do seculo XVI que se lhe referiam como "Fornos junto a Algodres" e do seculo XVIII como: "Fornos a par de ALgodres"
Quando da reorganizacao de 1836 foram extintos os concelhos de Algodres, Figueiro da Granja, Matanca, Infias e Casal do Monte e incorporados ao de Fornos, foi decidido que oficialmente se designaria por "Fornos de Algodres", porque ate essa data aquele era o concelho mais importante tanto historicamente como em populacao.

O edificio municipal onde presentemente se encontra a sede da junta de freguesia, data do reinado de D. Joao VI tendo na fachada, as armas reais do reino unido de Portugal e Brasil e Algarve.

JANUS JANEIRO JANEIRAS

Para alem do patrimonio construido, existe tambem um outro muito mais vasto, que inclui o cultural e o oral, que nos foi e vai sendo passado e modificado pelas varias geracoes com o passar dos tempos. Nesta altura do ano em que cristaos festejam o Natal e a Epifania,(revelacao de Jesus aos gentios)Que celebramos a entrada do ano novo cristao, com festas e folias a lembrar as Saturnais e as Bacanais e, em que os Judeus estao a terminar os oito dias do Hannukah. Ha entre a nossa gente da Beira e, tambem em Terras de Algodres um costume que tem talvez muito ainda de pagao,mas com embora com arremedos da caridade e dos ensinamentos Judaico-Cristaos. Estou a referir-me ao cantar das Janeiras.

Para aquelas geracoes mais recentes e essencialmente urbanas, vai uma simples explicacao do que consistiam: Grupos de criancas durante o dia e de adultos (normalmente jovens) mais ao entardecer e a noite, iam de casa em casa cantando alegremente e saudando os moradores, enquanto davam a boa nova de um Ano Novo recem nascido, sendo no final dos varios canticos presenteados com com petiscos, doces e bebidas.

Era uma tradicao que me era muito cara e, ainda nao minha vintena de anos fui um dos organizadores de um grupo que religiosamente e logo que batiam as doze badaladas da meia noite, ia cumprir esta tradicao as habitacoes da gente da minha terra adoptiva: Fornos Gare. Como reminiscencias do Solsticio que normalmente era cerca de uma semana antes, faziamos uma emorme fogueira no largo da fonte, onde por entre estorias, bebidas e brincadeiras, esperavamos a passagem de um velho para um ano novo entao, ja sem frio ou pelo calor do braseiro,ou pela ingestao das referidas bebidas, era o toca a andar rua acima rua a baixo a cantar as casas que ainda a essa hora tinham luz acessa, sinal de que estavam acordados e, alguns ficavam-no com prazer so para compartirem a nossa alegria nesta visita anual. Que saudade e pena de nao puder agora participar nas janeiras que da minha terra desapareceram com a dispercao deste belo grupo de amigos. Caso algum deles leia esta lembranca, daqui lhe envio um abraco de amizade e votos de umas boas Janeiras e feliz 2006.

Aqui deixo algumas quadras, que passadas de geracao em geracao me chegaram, algumas delas cantadas nessas janeiras ja tao distantes.

Levante-se dai senhora
desse banquinho de prata,
venha-nos dar a janeira
que esta um frio que mata.

Estas casas sao bem altas
forradas de papelao,
o senhor que mora nelas
e um grande cidadao.

Levante-se dai senhora
desse banco de cortica,
venha-nos dar a janeira
ou de carne ou de chourica.

Venham-nos dar a janeira
se no-la quizerem dar,
nos somos de muito longe
nao pudemos ca voltar.

Normalmente antes da abertura da porta era costume cartar-se esta quadra.

Inda lhe cantamos mais uma
em louvor a Sao Joao,
nao lhe cantamos mais nenhuma
sem saber o que nos dao.

Ja quando se tinha comido e bebido, cantavasse esta quadra em agradecimento.

A janeira que nos deram
Deus sera o pagador,
queira ele que de hoje a um ano
nos faca o mesmo favor.

Tambem era habito quando as portas se nao abriam, cantarem-se algumas quadras menos respeitaveis, (perdoem a frontalidade) mas que tambem fazem parte da tradicao que se deseja se nao perca, dentro de-las lembro-me das seguintes.

Estas casas sao bem altas
forradas de pano cru,
os senhores que moram nelas
tem um buraco no cu.

Levante-se dai senhora
dessa cadeirinha torta,
venha-nos dar a janeira
senao cagamos-lhe a porta.

UM FELIZ ANO DE 2006.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

FONTE DE SANTO ANTONIO


Foi no ano de 1868 e, quando era presidente da camara de Fornos, o meu ilustre conterraneo: Antonio Pedroso de Sousa Magalhaes Castelo Branco, que em Vila Cha foi construida esta fonte, provavelmente foi baptizada de: "Santo Antonio" em homenagem ao promotor.
E constituida por um frontespicio composto por duas pilastras onde assenta um frontao curvo encimado por uma cruz latina ladeada por dois corucheus, no timpano para alem da cartela com a data da fundacao, tem um pequeno nicho que alberga uma pequenina mas antiga imagem do patrono, que outrora se encontrava num cruzeiro que data pelo menos do seculo XVIII e, se localizava entre ao solar do Terreiro.

(Esta foto tem para cima de dez anos, nessa altura havia obras no largo, que hoje esta muito mais aprazivel.)

De quando em vez PARA VARIAR.

E nos meses de Dezembro e Janeiro que eu e a minha sanguinia familia celebra os seus natais, por isso e porque neste ano que termina, nao houve muitas saudaveis razoes para celebrar, e, porque cada vez mais se aproxima o ocaso da vida dos que me deram o ser, que mais me recordam os meus tempos de meninice e os factos com eles relacionados.
Teria eu no maximo uma dezena de anos quando a minha mae me ensinou este satirico "poema" que hoje me lembrei de compartir con os meus leitores.
Contem algumas palavras ja em desuso mas que sao genuinas da nossa Beira. Ao mesmo tempo, e uma singela homenagem a minha querida terra natal, que o socratico (des) governo quer despromover de freguesia.

ERA E NAO ERA.

Era e nao era,
andava na serra.
Com uns bois de bugalha,
e um arado de palha.
Chegou-lhe a noticia,
que o pai era morto,
e a mae por nascer.
Pos os bois as costas,
e deixou o arado a comer.
Seguido a diante
ao passar um valado,
se nao fora o cao
mordia-lhe o cajado.
Um pouco mais a frente,
encontrou uma ovelha
a derrissar numa avelha.
Como tinha muito mel,
e,nao sabendo onde o levar,
de um piolho fez um odre
para ai o transportar.
Sem saber onde o carregar,
de uma pulga fez uma burra,
para tanta carga levar.
Estando quase a chegar,
tinha um sino de cortica
com um badalo de la,
que dava cada badalada
que se ouvia em VILA CHA. ("d'Algodres)


CONTINUACAO DE BOAS FESTAS E UM 2006 REPLETO DOS MELHORES BENS

terça-feira, dezembro 27, 2005

FELIZ E SAUDAVEL 2 0 0 6

Caros amigos leitores; continuando nesta nossa marcha pela vida, e depois de celebrar o NATAL com a familia possivel, mas sempre com o resto em espirito e, ainda dentro da epoca da festa das luzes: CHANUCAH, aproximano-nos de uma outra passagem de um ano que se torna velho ao fim de 365 dias, para um outro que desejamos seja melhor, mas que ja nos contentamos que seja igual, sabendo de antemao que o nao vai ser. No entanto e sempre agradavel recebermos e enviarmos aos amigos, votos que se desejam sinceros de um prospero, feliz e saudavel ano novo.
Por isso do meu cantinho os meus sinceros votos de um 2006 repleto de tudo quanto vos faca felizes.

HAPPY NEW YEAR FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, dezembro 21, 2005

HANUKKAH OU CHANUKA

Quando os Sirios dominavam a terra de "Israel" (ha mais de 2000 anos) foi decretada uma lei, em que todos eram obrigados a adorar a estatua do lider "Antiochus", que tinha sido colocada no templo de Jerusalem.
Como de acordo com a lei hebraica, estava proibida a adoracao de estatuas e idolos, um pequeno mas aguerrido grupo de judeus chamados: "Macabeus" revoltou-se e conseguiu expulsar os opressores da cidade.
Comecou entao a limpeza e reconstrucao do templo, que tinha que ser novamente re-dedicado a D-us e acendido o "Menorah" (candelabro de sete bracos), que significa o contracto de D-us com os homens.

Ora so havia azeite para manter acesa a lampada por um dia e, eram necessarios 8 dias para preparar azeite novo, aconteceu que por um milagre o azeite acabou por durar para os necessarios oito dias, ate que o azeite novo ficasse disponivel.
Em homenagem a este facto historico, e que os judeus durante sete noites acendem uma vela nova cada por do sol, ate que ao oitavo o menorah fica completamente aceso.
O primeiro dia do Hanukkah que em Portugal se escreve Chanuka ou festa das luzes, celebra-se ao por do sol do dia 26 de Dezembro, que corresponde ao dia 25 do mes de Kisley do calendario Hebraico que este ano celebra o ano de 5766.
Sera coincidencia ou nao, a celebracao da festa das luzes por volta do solsticio de Inverno e, quando mais tarde os catolicos comecaram a celebrar o Natal do judeu Jesus, a quem chamaram a "Luz do mundo"

E tambem tradicao por parte dos judeus, por esta epoca a confeccao e consumo de alimentos e doces confecionados e fritos em azeite.
Embora sem certezas absolutas, creio que as tradicionais "filhos" fritas em azeite, tao conhecidas na nossa Beira e em Tras-os-Montes, tao populares nesta epoca coincidente com Natal, Sao nada mais que uma tradicao que foi passada para a populacao geral, pelos judeus que habitaram em grande numero nestas regioes antes do seculo XVI, e que depois do edito de expulsao, foram sendo assimilados pela populacao regional.

A todos os possiveis judeus leitores desta entrada: UM FELIZ CHANUKA.

Para todos ou outros umas BOAS FESTAS.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

SENHORA DAS BOAS NOVAS


Parece estranho que um blog que tenta descobrir factos e pessoas de ascendencia Hebraica, possa tantas vezes fazer referencia a simbolos e templos catolicos, embora eu esteja convicto que tenho ascendencia judaica, nao posso ignorar a tradicao das minhas gentes.

Hoje publico uma foto de uma pintura bastante antiga, existente no tecto da igreja da minha aldeia natal, e como estamos nesta epoca, uma virgem com o menino ate vem a proposito.

ENTREMOS

Entremos, apressados friorentos,
Numa casa, numa cave,
No bojo de um navio,
No predio, que amanha for demolido.
Entremos, bem depressa em qualquer parte,
Porque sofremos, porque temos frio,
Pois esta noite chama-se Dezembro.
Entremos dois a dois, somos duzentos,
Duzentos mil, muitos milhoes de nada,
Juntemo-nos uns aos outros, e,
Talvez o fogo nasca.
Talvez seja Natal e nao Dezembro,
Talvez universal a consoada.


Antecipadamente, um santo e feliz Natal para todos , mas principalmente para os meios amigos leitores.

REGIAO DA BEIRA

Em tempos da monarquia a Beira era uma regiao unica, e, durante a ultima parte da dinastia de Braganca, foi esta regiao elevada a categoria de principado, sendo seu titular o filho mais velho do rei, isto so por si prova o quanto era importante esta regiao no todo nacional.

Foi durante as revolucoes liberais, talvez para criar lugares politicos, que se comecou a retalhar esta provincia. Primeiro em tres: Alta, Baixa e Litoral, e, mais tarde porque ainda consideravam, que ainda nao estava retalhada suficientemente, em distritos que foram arbitrariamente demarcados, ficando concelhos de outras regioes incluidos em distritos que pouco ou nada lhe diziam.

Temos entao que ainda hoje passados que foram mais de 150 anos, concelhos como Vila Nova de Foz Coa e ate a Meda, gostariam muito mais de pertencer a Tras-0s-Montes e nao a Guarda; Aguiar da Beira e ate Fornos de Algodres, gostariam de estar incluidos em Viseu; Mortagua gostaria de pertencer a Coimbra, isto so para falar nalguns casos, havendo no entanto muitos outros.

O que eu gostaria e creio que nao serei o unico, era que se (re)cria-se uma grande regiao ou provincia da "Beira", regiao essa desde o litoral a fronteira e, entao sem bairrismos cegos dai partissemos para um desenvolvimento homogeneo e nao unicamente centralizado nas maiores cidades, desenvolvimento esse que tende a ser quase todo, so na faixa litoral.

Quem apoia a grande regiao da BEIRA? E para capital dessa regiao porque nao propor nao uma cidade ja em si desenvolvida, mas antes uma pequena vila a necessitar desse mesmo desenvolvimento. Porque nao Tabua ou Oliveira de Frades, Penedono ou Fornos de Algodres, ou ainda Pampilhosa da Serra ou Aguiar da Beira? Sao so exemplos.

Ou melhor ainda repartir os varios servicos e departamentos pelas varias vilas da regiao, estou convicto que assim se desenvolveria mais igualitariamente toda a nossa Beira, e olhem que a ideia ate nem e original, este concepto ja foi usado noutros paises. Pois nao sera concentrando ainda mais que se combate a desertificacao crescente.

terça-feira, dezembro 13, 2005

PORQUE SOMOS "LOBOS"

LOBOS
Quando crianca sempre pensei que a razao porque a gente da minha terra, era apodada por "Lobos" era pela razao de que estando situada num pequeno planalto rodeado por montes, nesses tempos cobertos de floresta e, ser frequente o ataque dessas feras aos rebanhos, que outrora pastavam no vale do ribeiro de "Vila Cha".
Hoje no entanto estou convencido que a razao era outra bem distinta. Viveram na minha terra pelo menos desde o seculo XVII uns fidalgos de apelido "Pedroso". Ora esta familia tem no seu brazao de armas sete lobos passantes: tres, tres e um.
Esta familia Pedroso no entanto entronca numa outra muito mais antiga e, que aqui vivia a familia: Soveral, que podera ter sido quem fundou a aldeia de Soveral que mais tarde se transformou em Sobral Pichorro.

REGIONALIZACAO DESCENTRALIZACAO E DESENVOLVIMENTO

O tempo tem me sido escaso mas nao quero deixar esquecido este tema, pois como tantas outras trapalhadas deste socratico (des)governo, continuo convencido que sera na verdaveira regionalizacao e nao na extincao de concelhos que estara o futuro de progresso mais uniforme para a nossa Patria (Patria onde ja ouvi isto). Reparem que a nossa vizinha Espanha, comecou a desenvolver-se quando decidiu repartir fundos e responsabilidades pelas varias regioes.
Mas parece que os iluminados ministros creem que e com vias de ligacao rapidissimas aos nuestros hermanos (salvo seja) que esta o progresso geral. Ate parece que o que querem e que tenhamos bons meios para pudermos fujir daqui para fora. Sera que e por isso que as ligacoes a Espanha nao tem portagens?

PELOURINHO DA MATANCA


Esta antiga vila da Matanca, e sede de concelho desde o tempo de D. Afonso III, conserva ainda hoje este antigo simbolo da autonomia municipal, esta situado na praca onde outrora se encontrava o edificio municipal, que depois da extincao e incorporacao no concelho de Fornos de Algodres, (1836) foi por este municipio vendido assim como outras propriedades concelhias.

O monumento e constituido por uma coluna octagonal assente em quatro degraus (dois em parte enterrados) e com remate em capitel de gaiola bastante singular. De acordo com os entendidos data do seculo XVI. Toda a construcao e em granito, pedra que abunda por toda a regiao.

Esta foto tem mais de vinte anos, hoje o monumento e o largo adjacente encontram-se renovavos e muito mais apelativos.

terça-feira, dezembro 06, 2005

PONTE DOS "JUNCAENS"


A ponte da imagem e uma construcao dos meados do seculo XIX, durante o governo de D. Maria II e do ministerio de Costa Cabral, tem cinco arcos e atravessa o rio Mondego junto a Fornos Gare e, a Freguesia de Juncais no concelho de Fornos de Algodres, esta construcao foi no entanto alargada ja em principios do seculo XX.

Foi construida no local onde existiu uma outra romana, que foi dinamitada em 1810 por ordem do general Welington, para atrazar o avanco da terceira invasao franceza.
distando cerca de 500 metros desta ponte, ainda hoje se encontram restos da calcada romana que a esta ponte se dirigia.

Esta via romana que aqui atravessava ramificava em Fornos, da Via Viseu-Celorico e, ainda na decada de 70 do seculo passado, havia um outro troco de calcada pertencente a esta via (hoje soterrado pela avenida 25 de Abril) perto do cemiterio daquela vila, suponho que esta via secundaria se dirigi-se para Linhares.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

SOLAR DOS PEDROSOS


Ja me havia referido a este solar e familia a algum tempo atraz, nessa altura publiquei uma foto em que aparecia a capela em mais destaque. Aquela foto tem cerca de vinte anos.
Esta que agora publico e muito mais recente, e, aparece em muito mais destaque o solar, em embora nao o inclua na totalidade. Sem ter certezas mas pela sobriedade da construcao, creio que datara do seculo XIV, pois ainda se nao aparecem os floriados manuelinos ou barrocos, e, embora esta familia seja fidalga e com brasao proprio, este nunca foi colocado na construcao, o que denota talvez uma certa humildade destes fidalgos, que nunca necessitaram de se ufanar para serem considerados, pois a sua origem e as suas qualidades falavam por eles.
Quanto teriam que aprender com eles os "novos ricos".
Pena as viaturas encobrirem uma parte do mesmo.

terça-feira, novembro 29, 2005

LOPES

Este apelido suponho que tera origem em "lobo" ou "lopo", e ja usado no territorio que mais tarde originou o nosso pais muito antes da fundacao. Embora sendo usado por gente "nobre", tambem foi e, e muito generalizado entre o nosso "povo". Usa-se tambem na nossa nacao a versao castelhana: Lopez (disse castelhana porque na realidade o "espanhol" ( idioma) nao existe e, foi uma invencao recente de "nuestros hermanos" salvo seja).

Tambem a gente de origem Hebraica usou bastante este apelido, tendo-o passado por necessidade obrigacional aos "cristaos novos". nao significando isto que pelo facto de usarmos este apelido, tenhamos sangue judaico, mas podemos te-lo.

Eu tambem tive a dita de herda-lo pela linha materna e, embora hoje pouco o use, pois por simpleza no pais onde presentemente resido, so e usual um nome proprio e o ultimo apelido, neste caso e o Cardoso que herdei por via primogenita paterna desde pelo menos do meu trisavo.

Gosto no entanto da combinacao: Lopes Cardoso, embora em epocas revolucionarias passadas, chegaram a querer relacionar-me com um outro de ma memoria, coisa que eu sempre regeitei, principalmente pela sua triste carreira politica.

Em geito de homenagem a todos os Lopes, vou finalizar com uma quadra que aprendi de minha mae, nos meus tenros anos. (Desculpem-me os puristas da lingua, pela utilizacao de palavras mais vernaculas) usualmente(embora diga isto sem desculpar-me) nao e o tipo de linguagem normalmente por mim usado, mas sao as excepcoes que...........................

Aqui vai:

Eu sou Lopes, cago biropes.
Em tempo de nabos, cago nagalhos.
Em tempo de grelos, cago novelos.
Eu a caga-los, "eles" a come-los.

Este "eles" tambem pode ser "vos" isto sem ofensa.

segunda-feira, novembro 28, 2005

COMARCAS CONCELHOS E FREGUESIAS III

Quero dedicar-me com mais tempo ao tema, mas como neste momento ele (o tempo) e escasso, so queria deixar a consideracao dos possiveis leitores o seguinte:
Nao seria mais utilidade pensar em criar uma grande Regiao das Beiras (ou da Beira), que engloba-se os distritos de: Aveiro, Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco, e, ate talvez partes de Leiria, deixando depois que essa regiao se reorganiza-se de acordo com os interesses das populacoes, e, nao ditar-lhe uma re-organizacao congeminada nos gabinetes de Lisboa?
Quando chegara o tempo em que os interessados sao ouvidos?
Nao seria de mais utilidade repartir os servicos por toda a regiao, favorecendo principalmente os centros mais pequenos criando assim trabalhos e desenvolvimento, do que por exemplo concentar os servicos nas cidades ja em si meio/grandes, como Aveiro, Coimbra ou Viseu, que ja por si tem o maior desenvolvimento na nossa Beira?