Hoje vou-me referir a uma pequena mas histórica aldeia, incluída no termo do antigo concelho e hoje freguesia da Matança: "FORCADAS". Esta aldeia que em meados do século passado começaram a identificar como a aldeia mais portuguesa do concelho de Fornos de Algodres, era ate a relativamente pouco tempo o exemplo mais legitimo da construção portuguesa na nossa região, infelizmente hoje já se vêem exemplos e reconstrucoes que em nada a dignificam historicamente.
Pelo "cadastro da população do reino de 1527" vemos que nessa altura no concelho da Matança, para alem da própria vila com 57 fogos, só existiam: a "quyntam de valbom" a "quyntam do outeiro do porquo" e a "quyntam...." cada uma delas com 1 fogo cada, não sei em que sitio se localizavam, nem tampouco se alguma destas quintas terá sido a origem das aldeias das Forcadas ou da Fonte Fria.
O que se sabe e que, tivessem tido origem nalguma destas quintas ou não, certo e que estas aldeias foram fundadas já depois dessa data. Falando unicamente das Forcadas, e estranho que assim como as pequenas aldeias do antigo concelho de Figueiró da Granja, também esta foi fundada pela mesma altura, e bastante elucidativo e basta ler as minhas entradas sobre aquelas aldeias para se encontrar paralelo.
Posso afirmar sem receio de ser desmentido que senão foi fundada por judeus, pelo menos ai viveram, pois ainda hoje se podem ver as cruzes gravadas nas fachadas de algumas casas das Forcadas, sinonimo de "cristãos-novos".
E também de bastante interesse lembrar aos mais esquecidos, que nesta aldeia não se conhece desde os tempos mais remotos, nenhum oratório, capela, cruzeiro, alminhas ou qualquer outro símbolo cristão. Existe um pequeno oratorio mas esse sera ja do seculo XVIII e, a capela de Nossa Senhora de Fatima, foi construida na decada de setenta do seculo XX. Tambem recentemente foram colocados pequenos cruzeiros por la espalhados!
E bom lembrar que tanto as Forcadas como a Matança, foram terras em que o artesanato e as profissões manuais, sempre se desenvolveram bastante, o facto de terem boas ligacoes viárias desde o tempo dos romanos para isso deve ter contribuído.
Há quem afirme ate que o topónimo "Forcadas" vira do facto de se situar junto a uma forca viária.
Alem dos factos referidos existe (ou existia) no sitio da Corujeira uma casa muito antiga que tinha sobre a porta gravadas as seguintes letras: IHVS que significa Jesus e sobre uma janela: IIIVS XPO que quer dizer Jesus Cristo, por si só identificara uma casa de judeu, que aquando do edito de expulsão se terá convertido em "cristão-novo". Novamente reforço a ideia de que só estes precisavam de provar que eram cristãos. Esta casa pela sua grandiosidade terá sido de um judeu abastado.
Investigando e divulgando; a "heranca judaica", a arqueologia, historia, cultura e natureza, da "Terra d'ALGODRES"!
sexta-feira, setembro 09, 2005
quarta-feira, setembro 07, 2005
AGRADECIMENTO
Ja com algum atrazo, por isso as minhas desculpas, quero muito sinceramente agradecer aos meus amigos Nuno Soares e David Caetano a gentileza da divulgacao deste blog em: http://algodres.blogs.sapo.pt e em: http://arqueobeira.net, respectivamente, bem hajam. Quero recomendar a todos os possiveis leitores desta pagina a leitura tambem daqueles sites podem crer que e tempo bem empregue.
Novamente um bem beirao bem hajam.
Albino Cardoso
Novamente um bem beirao bem hajam.
Albino Cardoso
terça-feira, setembro 06, 2005
POVOA DO CRASTO
Incluida no termo do antigo concelho e hoje freguesia de Figueiro da Granja, existem hoje as ruinas desabitadas do que foi a antiga aldeia ou Povoa do Crasto, creio que nunca tera tido mais do que 8 fogos e foi fundada em fins do seculo XVI. (porque tera sido que foi nesta altura que apareceram todas as pequenas e hoje desertas aldeias daquele antigo concelho)
Como referi numa outra entrada ai construiram a segunda residencia os meus bisavos paternos: Almeida (Pratas) e Espirito Santo, nao tendo ate hoje conseguido descobrir os apelidos dos outros habitantes daquele lugar.(caso me pudessem ajudar agradecia)
Em meados da decada de sessenta do seculo passado ainda ai havia moradores e eu proprio ainda ai visitei a minha bisavo em crianca.
Sempre me chamou a atencao o facto do meu bisavo( proprietario medio-alto nos fins do seculo XIX) e com propriedades distribuidas pelas freguesias de Figueiro da Granja, Algodres e Cortico, nunca ter construido residencia na antiga vila de Figueiro o que seria mais que logico e sempre viveu relativamente longe dela.
A sua ultima residencia construida de raiz: uma altiva casa de granito foi edificada nos primeiros anos do seculo passado nesta antiga Povoa do Crasto.
A designacao "Crasto" e uma corruptela da palavra castro, pois esta pequena aldeia fica localizada na vertente sul do monte Sao Tiago onde se encontram as ruinas ja escavadas e documentadas dum castro do neolitico.
Tal como a Aldeia das Cortes e a Quinta do Mateus, tambem creio que nesta Povoa do Crasto devem ter vivido gentes de sangue hebraico, entre os quais os meus ascendentes, muito gostaria que os residentes de Figueiro da Granja me pudessem complementar esta minha ideia com informacoes, ou sobre os nomes dos antigos habitantes desta aldeia.
Pois assim talvez possamos escrever a historia do povo judaico pelas nossas terras, gente essa a quem foi negado o direito de professar a religiao dos seus pais.
Como referi numa outra entrada ai construiram a segunda residencia os meus bisavos paternos: Almeida (Pratas) e Espirito Santo, nao tendo ate hoje conseguido descobrir os apelidos dos outros habitantes daquele lugar.(caso me pudessem ajudar agradecia)
Em meados da decada de sessenta do seculo passado ainda ai havia moradores e eu proprio ainda ai visitei a minha bisavo em crianca.
Sempre me chamou a atencao o facto do meu bisavo( proprietario medio-alto nos fins do seculo XIX) e com propriedades distribuidas pelas freguesias de Figueiro da Granja, Algodres e Cortico, nunca ter construido residencia na antiga vila de Figueiro o que seria mais que logico e sempre viveu relativamente longe dela.
A sua ultima residencia construida de raiz: uma altiva casa de granito foi edificada nos primeiros anos do seculo passado nesta antiga Povoa do Crasto.
A designacao "Crasto" e uma corruptela da palavra castro, pois esta pequena aldeia fica localizada na vertente sul do monte Sao Tiago onde se encontram as ruinas ja escavadas e documentadas dum castro do neolitico.
Tal como a Aldeia das Cortes e a Quinta do Mateus, tambem creio que nesta Povoa do Crasto devem ter vivido gentes de sangue hebraico, entre os quais os meus ascendentes, muito gostaria que os residentes de Figueiro da Granja me pudessem complementar esta minha ideia com informacoes, ou sobre os nomes dos antigos habitantes desta aldeia.
Pois assim talvez possamos escrever a historia do povo judaico pelas nossas terras, gente essa a quem foi negado o direito de professar a religiao dos seus pais.
domingo, setembro 04, 2005
MONOGRAFIA DAS TERRAS DE ALGODRES & OS JUDEUS
Creio que a unica referencia que o Monsenhor Pinheiro Marques; na sua monografia sobre a nossa regiao,(TERRAS DE ALGODRES Concelho de Fornos) faz aos judeus se encontra no capitulo XVII; Quando se refere as Familias Ilustres. Na seccao referente a familia Abreu (pagina 228 segunda edicao) diz que quando estes instituiram em 1616 o morgadio com vinculo na Quinta da Costa refere que: "ficavam excluidos deste vinculo os bastardos, os que tivessem raca de mouro, gentio ou judeu, os que casassem com pessoa mecanica ate aos bisavos....."
Embora eu saiba que o que motivou o monsenhor a referir esta passagem, era muito mais dignificar os antigos senhores de Fornos, que com esta estipulacao nao contaminavam o seu sangue, do que referir a presenca hebraica no nosso concelho.
No entanto em meu ver e mesmo sem o querer, prestou um importante contributo com esta pequena passagem, para a divulgacao e a historia do povo Hebraico nas nossas terras.
Por isso ficamos a saber (o que ate nem e novidade) que nas nossas terras houve judeus, que deveriam ter sido pessoas relativamente ricas para pertenderem manter lacos matrimoniais com a classe nobre, e que maioritariamente se dedicavam a oficios mecanicos.
Alem desta informacao soube ultimamente, que numa investigacao inquisitorial sobre um individuo da familia Magalhaes no seculo XVII que suponho pertencia a Casa do Cabo em Cortico, se chegou a conclusao que nesta familia nao existia sangue judaico.
E estranho que o Monsenhor Pinheiro Marques no capitulo II acerca dos primitivos habitantes nunca refira os Judeus, mas sendo ele um digno representante da classe hierarquica da igreja catolica ( chegou a ser nomeado bispo ) e tendo pretencoes de nobreza, era para ele muito conveniente ocultar a presenca deste povo.
Embora eu saiba que o que motivou o monsenhor a referir esta passagem, era muito mais dignificar os antigos senhores de Fornos, que com esta estipulacao nao contaminavam o seu sangue, do que referir a presenca hebraica no nosso concelho.
No entanto em meu ver e mesmo sem o querer, prestou um importante contributo com esta pequena passagem, para a divulgacao e a historia do povo Hebraico nas nossas terras.
Por isso ficamos a saber (o que ate nem e novidade) que nas nossas terras houve judeus, que deveriam ter sido pessoas relativamente ricas para pertenderem manter lacos matrimoniais com a classe nobre, e que maioritariamente se dedicavam a oficios mecanicos.
Alem desta informacao soube ultimamente, que numa investigacao inquisitorial sobre um individuo da familia Magalhaes no seculo XVII que suponho pertencia a Casa do Cabo em Cortico, se chegou a conclusao que nesta familia nao existia sangue judaico.
E estranho que o Monsenhor Pinheiro Marques no capitulo II acerca dos primitivos habitantes nunca refira os Judeus, mas sendo ele um digno representante da classe hierarquica da igreja catolica ( chegou a ser nomeado bispo ) e tendo pretencoes de nobreza, era para ele muito conveniente ocultar a presenca deste povo.
sábado, setembro 03, 2005
QUINTA DAS PARADEIRAS OU DO MATEUS
Tal como a Aldeia das Cortes esta quinta foi fundada entre os anos de 1527 e 1657, fica situada no vale da ribeira de "Corticolo",(assim se chamava no seculo XII) relativamente perto da mesma e em frente da antiquissima vila de Algodres. Tinha 4 fogos e ainda era habitada na decada de sessenta do seculo passado.
Provavelmente tambem tera sido fundada ou habitada por judeus conversos, pois algumas familias que ai residiram tem apelidos que indicam origem judaida; como por exemplo o dos meus bisavos: Almeida (Pratas) e Espirito Santo.
Assim como a Aldeia das Cortes tambem esta quinta, nao tem nem nunca teve nada que a relacione com a religiao crista; nem sequer um singelo cruzeiro.
Esta quinta fica sensivelmente a mesma distancia de Vila Cha, de Algodres, de Cortico e de Figueiro da Granja embora esteja incluida no termo desta ultima.
Como referi ai viveram os meus bisavos, ate que tendo construido a residencia na Povoa do Crasto para la se mudaram. (sendo pessoas relativamente ricas para o meio, tinham a obseccao de viver longe da antiga vila de Figueiro) Mais tarde tambem ai residiram os meus avos paternos e ai nasceram dois dos seus filhos, sendo ainda hoje propriedade de um dos meus tios o que resta da antiga casa familiar.
Esta quinta a partir do seculo XVIII passou a designar-se por Quinta do Mateus porque para ai se mudou um natural de Vila Cha de Algodres de nome: Jeronimo Mateus. E interessante o facto de como esta pequena povoacao mudou o nome so pelo facto de para ai se ter mudado esse senhor Mateus, sem querer afirma-lo suponho que tera sido pessoa importante e o apelido "Mateus" denota ascendendencia Hebraica.
Tambem nas imediacoes existem propriedades de uma outra familia da minha terra de apelido Almeida mas que nao sei se estara relacionada com o meu bisavo e de uma outra de apelido Ribeiro, duas geracoes mais tarde por coincidencia ou nao, uma senhora da familia Almeida casou com um irmao do meu pai.
Podem ser puras expeculacoes e coincidencias mas tudo me leva a crer que tal como a Aldeia das Cortes, esta Quinta das Paradeiras mais tarde chamada "do Mateus" tambem foi fundada por cripto-judeus. Hoje encontra-se como ja referi desabitada e em ruinas.
Provavelmente tambem tera sido fundada ou habitada por judeus conversos, pois algumas familias que ai residiram tem apelidos que indicam origem judaida; como por exemplo o dos meus bisavos: Almeida (Pratas) e Espirito Santo.
Assim como a Aldeia das Cortes tambem esta quinta, nao tem nem nunca teve nada que a relacione com a religiao crista; nem sequer um singelo cruzeiro.
Esta quinta fica sensivelmente a mesma distancia de Vila Cha, de Algodres, de Cortico e de Figueiro da Granja embora esteja incluida no termo desta ultima.
Como referi ai viveram os meus bisavos, ate que tendo construido a residencia na Povoa do Crasto para la se mudaram. (sendo pessoas relativamente ricas para o meio, tinham a obseccao de viver longe da antiga vila de Figueiro) Mais tarde tambem ai residiram os meus avos paternos e ai nasceram dois dos seus filhos, sendo ainda hoje propriedade de um dos meus tios o que resta da antiga casa familiar.
Esta quinta a partir do seculo XVIII passou a designar-se por Quinta do Mateus porque para ai se mudou um natural de Vila Cha de Algodres de nome: Jeronimo Mateus. E interessante o facto de como esta pequena povoacao mudou o nome so pelo facto de para ai se ter mudado esse senhor Mateus, sem querer afirma-lo suponho que tera sido pessoa importante e o apelido "Mateus" denota ascendendencia Hebraica.
Tambem nas imediacoes existem propriedades de uma outra familia da minha terra de apelido Almeida mas que nao sei se estara relacionada com o meu bisavo e de uma outra de apelido Ribeiro, duas geracoes mais tarde por coincidencia ou nao, uma senhora da familia Almeida casou com um irmao do meu pai.
Podem ser puras expeculacoes e coincidencias mas tudo me leva a crer que tal como a Aldeia das Cortes, esta Quinta das Paradeiras mais tarde chamada "do Mateus" tambem foi fundada por cripto-judeus. Hoje encontra-se como ja referi desabitada e em ruinas.
quinta-feira, setembro 01, 2005
ALDEIA DAS CORTES III

Creio que hoje vou encerrar este tema sobre a antiga Aldeia das Cortes, no entanto poderei voltar se novos factos aparecerem.
Para concluir quero unicamente reforcar a minha ideia: a Aldeia das Cortes foi fundada em fins do seculo XVI por judeus conversos (cripto-judeus) que teriam sido naturais ou residentes da vila e concelho de Figueiro da Granja. Teram fundado esta pequena aldeia que chegou a ter 8 fogos, junto ao limite do termo daquele concelho com a freguesia de Vila Cha de Algodres, porque dessa maneira melhor podiam ocultar alguns actos do culto Judaico que faziam em segredo, enquanto ao mesmo tempo aparentavam ser cristaos e participavam (nao muito assiduamente creio) em actos de culto cristao na igreja a que pertenciam (Sta. Maria de Figueiro). Pois se o quisessem fazer mais assiduamente iriam a "Sa. das Bovas Novoas" a Vila Cha que ficava a dois passos, e entao nao se teria justificado a construcao desta aldeia. Pois junto dela havia e ainda ha terrenos semelhantes: Lages e cabecos para onde se poderiam ter mudado.
Termino trazendo a terreiro, uma preocupacao que a Aldeia das Cortes me traz a mente. Com a tao falada e conhecida desertificacao da nossa Beira sera muito provavel que se os governos nada fizerem para inverter esta tendencia, brevemente assistiremos ao aparecimento de outras aldeias desertas e em ruinas, que seram muito historicas e nostalgicas mas nada mais que refletiram este mundo urbano e desenraizado que querem transformar o nosso Portugal. Como vemos as melhores vias de comunicacao so tem servido para que a nossa gente mais depressa possa deixar a terra onde nasceu e cresceu.
quarta-feira, agosto 31, 2005
NOMES DE FAMILIA II
Continuando a investigar os nomes e apelidos usados pela minha familia, consegui descobrir outros mais: Pratas, Metildes, Conceicao e Costa.
Pratas e Metildes nao tenho a certeza se sao apelidos ou alcunhas. Alguem me pode ajudar? Bem Hajam desde ja.
Pratas e Metildes nao tenho a certeza se sao apelidos ou alcunhas. Alguem me pode ajudar? Bem Hajam desde ja.
domingo, agosto 28, 2005
ALDEIA DAS CORTES 2

Continuando a falar das Cortes e da gente que fundou esta aldeia, nao poderia esquecer tambem as sepulturas antropomorficas que se encontram na proximidade, identificadas pelo trabalho de :( A.C.VALERA, Sepulturas Escavadas na Rocha de Fornos de Algodres) como sepulturas dos Cabecos-Vila Cha. Estas sepulturas sao conhecidas pela gente da minha terra e os meus familiares sempre me falaram delas, no entanto foi depois da publicacao deste trabalho que tive a curiosidade de as visitar, na altura da referida publicacao so se conheciam duas hoje conhece-se uma outra. De acordo com os arqueologistas estas sepulturas dos Cabecos junto a Aldeia das Cortes seram dos meados do seculo IX.
A ser assim e a estas sepulturas seram de cristaos, como afirmam os estudiosos (o que eu duvido) teriam sido de gentes da minha terra natal;"Vila Cha de Algodres" pois e a povoacao, com paroquia mais perto, pois como afirmei na outra entrada na Aldeia das Cortes (fundada entre os anos de 1527 e 1657) nunca existiu nenhuma capela ou outro lugar de culto cristao.
Entao estas sepulturas ou nao sao de cristaos, se sao de cristaos seram de fregueses de "Villa Cham de Algodres" e a Paroquia de "Na. Sa. das Bovas Novoas" data da idade media o que eu duvido mas muito gostaria que fosse verdade, ou entao estas sepulturas estaram relacionadas com a Aldeia das Cortes, sao muito mais recentes e entao ha um enorme erro na datacao das mesmas.
sábado, agosto 27, 2005
ALDEIA DAS CORTES 1

Vou hoje referir-me a uma antiga aldeia hoje despovoada e quase em ruinas, localizada junto a freguesia de Vila Cha de Algodres, mas dentro do termo da antiga vila e hoje freguesia de Figueiro da Granja, chama-se: "Aldeia das Cortes".
O Cadastro da Populacao do Reino de 1527, refere ja a existencia da povoacao de Vila Cha; era uma paroquia independente de invocacao de: "Na. Sa. das Bovas Novoas" sufraganea de Santa Maria de Algodres, tinha 15 moradores (fogos) e estava incluida no termo do concelho do antiquissimo concelho de Algodres. Tambem refere que a vila e concelho de Figueiro tinha 61 moradores (fogos) e nao tinha nenhum outro lugar ou povoacao agregada.
Passados 130 anos mais precisamente em 1657, ja se tinham formado no concelho de Figueiro da Granja as seguintes aldeias e quintas: Povoa do Crasto, povoacao com 8 fogos habitada ate a decada de sessenta do seculo XX, hoje deserta e em ruinas; A Aldeia das Cortes que chegou a ter 8 fogos que ja estava desabitada em 1938; A Quinta das Paradeiras que chegou a ter 4 fogos e a partir do seculo XVIII passou a desigar-se por: Quinta do Mateus; E a Quinta do Parrexil com 1 fogo que nao se sabe desde quando passou a chamar-se Quinta do Metildes.
Hoje vou-me referir unicamente a Aldeia das Cortes. Nao se sabe porque (e ai esta a minha suspeicao)a razao porque se fundou uma pequena aldeia (embora junto a boas terras de cultivo e a um caminho que creio medieval ou ate romano), tao perto (uns 200 metros em linha recta) de uma outra freguesia e paroquia: Vila Cha, ficando no entanto incluida numa outra situada a 3 km: Figueiro da Granja; pois o seu termo passa junto as primeiras casas daquela ultima freguesia?
Eu tenho como referi algumas suspeicoes; Entre 1527 e 1657, portanto aquando da fundacao da Aldeia das Cortes, passaram-se no nosso pais varios factos que estam relacionados com a minha teoria: O Edito de expulsao dos judeus, a conversao forcada de muitos milhares de pessoas de religiao Hebraica, a fundacao do tribunal da "Santa Inquisicao" (que de santa nao tinha nada) e as primeiras preseguicoes e condenacoes em "Autos de Fe" dos primeiros judeus.
Tanto quanto consegui apurar por informacoes dos meus avos que ainda ai conheceram habitantes, as pessoas que aqui residiram embora tambem se dedicassam a uma agricultura em pequena escala, dedicavam-se maioritariamente a profissoes mecanicas: sapateiros, alfaiates, e artesaos.
Nesta aldeia nao existe nem nunca existiu, nenhuma capela, oratorio, cruzeiro, alminhas, ou outro qualquer simbolo cristao.
Alem disso existiu ate cerca de 1950 uma pedra ou lapide com letras ou simbolos que infelizmente, foi colocada por pessoa de pouca cultura, na construcao de um poco. Isto contra a vontade e o repudio de gente da minha terra natal (Vila Cha) entre as quais a professora do meu pai.(seria de grande utilidade que essa pedra hoje existisse)
Pelas razoes apontadas e por outras que noutra entrada me referirei, creio firmemente sem receio de ser desmentido, que esta pequena Aldeia das Cortes, foi fundada por CRIPTO-JUDEUS ou Cristaos Novos como a nossa historia os identifica. Pro aqui me fico hoje, hoje esperando contribuicoes ou comentarios para ajudar a complementar a minha teze, ou provas documentais e arqueologicas que a possam desmentir.
terça-feira, agosto 23, 2005
COMO EU ENTENDO OS COLONOS JUDEUS
Eu assim como muitos outros entendo perfeitamente a revolta e o desespero, desses colonos judeus despejados das suas casas e despojados dos seus haveres.
Como a historia se repete por todo o lado e o homem sem nunca aprender as suas licoes.
Eu e a minha familia vivemos algo semelhante e talvez bastante mais doloroso, quando despojados dos haveres conseguidos com muito trabalho e sacrificio, regressamos ao nosso torrao natal e ai fomos rotulados, apontados e ate invejados pelos nossos compatriotas.
Que culpa tivemos nos quando nos afirmaram durante centenas de anos, que as antigas colonias eram parte integra de Portugal pluri-continental, tivemos a mesma culpa que tem agora estes colonos de Gaza e da Cisjornania quando lhes disseram que a terra que habitaram, modificaram e transformaram fazendo do deserto um jardim, era parte integrante do grande Israel.
Como eu sofro e entendo essa gente.
Como a historia se repete por todo o lado e o homem sem nunca aprender as suas licoes.
Eu e a minha familia vivemos algo semelhante e talvez bastante mais doloroso, quando despojados dos haveres conseguidos com muito trabalho e sacrificio, regressamos ao nosso torrao natal e ai fomos rotulados, apontados e ate invejados pelos nossos compatriotas.
Que culpa tivemos nos quando nos afirmaram durante centenas de anos, que as antigas colonias eram parte integra de Portugal pluri-continental, tivemos a mesma culpa que tem agora estes colonos de Gaza e da Cisjornania quando lhes disseram que a terra que habitaram, modificaram e transformaram fazendo do deserto um jardim, era parte integrante do grande Israel.
Como eu sofro e entendo essa gente.
FOLAR DA PASCOA OU CERIMONIAL CHALLAH
Nas nossas "Terras de Algodres" existe mas com tendencia a acabar, devido aos modernos tempos, um costume antigo de os padrinhos oferecerem aos afilhados em dia de pascoa e tambem mais antigamente em dia de todos os santos; o folar.
Este folar consiste do nosso tradicional bolo de ovos, ou de azeite, confecionado com farinha de trigo, ovos de galinha, azeite, abobora, um pouco de leite e fermento.
Este folar e consumido especialmente pela nossa gente em geral pela epoca da pascoa, sendo normalmente acompanhado pelo gostozissimo queijo de de leite de ovelha produzido no nosso concelho desde tempos imemoriais, conhecido em todo o nosso pais e bem assim no estrangeiro, com o nome de "Queijo da Serra da Estrela".
Ora aconteceu que quando emigrei para os Estados Unidos da America, foi trabalhar para uma panificadora propriedade de duas familias judaicas, e foi ai que me dei conta que nas suas epocas festivas e bem assim na vespera do "sabath" (sabado judaico} se confecionavam grandes quantidades de um pao que eles chamam "challah" com o feitio e paladar em todo semelhante aos nossos beiroes folares.
Isto chamou imediatamente a minha atencao e entao investigando cheguei a conclusao de que os nossos bolos da pascoa, sao de facto os herdeiros deste pao cerimonial que os judeus consumem, pelo "passover" (pascoa}, pelo "yuon kipur" {dia do perdao}, pelo "chanuka" {festa das luzes}, e muito especialmente no "sabath" (sabado judaico}.
Esta receita tera passado para os cristaos, pelos judeus conversos a partir do seculo XVI.
A particularidade deste nosso folar ou bolo da pascoa e o facto dele ser ligeiramente alongado e ser isento de acucar, o que o faz diferente de todos os outros folares, que pelo resto do nosso pais se confecionam, nessa epoca festiva tanto para cristaos como para os judeus.
Aqui temos uma outra tradicao que nos foi legada por estes portugueses que devido ao fanatismo dos nossos reis e a intolerancia da igreja catolica entre os seculos XVI e XVIII, tiveram que emigrar e assim tornar mais ricas outras nacoes e os que nao puderam tiveram que se converter forcadamente,sendo muitos deles queimados na fogueira da inquisicao, felizmente que resistiram uns poucos na vila de Belmonte aqui na nossa Beira Interior.
Este folar consiste do nosso tradicional bolo de ovos, ou de azeite, confecionado com farinha de trigo, ovos de galinha, azeite, abobora, um pouco de leite e fermento.
Este folar e consumido especialmente pela nossa gente em geral pela epoca da pascoa, sendo normalmente acompanhado pelo gostozissimo queijo de de leite de ovelha produzido no nosso concelho desde tempos imemoriais, conhecido em todo o nosso pais e bem assim no estrangeiro, com o nome de "Queijo da Serra da Estrela".
Ora aconteceu que quando emigrei para os Estados Unidos da America, foi trabalhar para uma panificadora propriedade de duas familias judaicas, e foi ai que me dei conta que nas suas epocas festivas e bem assim na vespera do "sabath" (sabado judaico} se confecionavam grandes quantidades de um pao que eles chamam "challah" com o feitio e paladar em todo semelhante aos nossos beiroes folares.
Isto chamou imediatamente a minha atencao e entao investigando cheguei a conclusao de que os nossos bolos da pascoa, sao de facto os herdeiros deste pao cerimonial que os judeus consumem, pelo "passover" (pascoa}, pelo "yuon kipur" {dia do perdao}, pelo "chanuka" {festa das luzes}, e muito especialmente no "sabath" (sabado judaico}.
Esta receita tera passado para os cristaos, pelos judeus conversos a partir do seculo XVI.
A particularidade deste nosso folar ou bolo da pascoa e o facto dele ser ligeiramente alongado e ser isento de acucar, o que o faz diferente de todos os outros folares, que pelo resto do nosso pais se confecionam, nessa epoca festiva tanto para cristaos como para os judeus.
Aqui temos uma outra tradicao que nos foi legada por estes portugueses que devido ao fanatismo dos nossos reis e a intolerancia da igreja catolica entre os seculos XVI e XVIII, tiveram que emigrar e assim tornar mais ricas outras nacoes e os que nao puderam tiveram que se converter forcadamente,sendo muitos deles queimados na fogueira da inquisicao, felizmente que resistiram uns poucos na vila de Belmonte aqui na nossa Beira Interior.
segunda-feira, agosto 22, 2005
CASA DE CRIPTO-JUDEU

Caros amigos quando acerca de 15 anos atraz tirei esta foto, nunca imaginei que hoje estaria a falar sobre ela, tirei a foto porque a sua arquitectura desta casa me interessou.
Depois de me ter instruido acerca dos judeus convertidos a forca ou pela necessidade hoje posso afirmar sem grandes riscos de ser desmentido que esta casa situada na Rua de S.Salvador na vila de Fornos de Algodres, foi construida ou reconstruida por um antigo judeu convertido.
Numa pedra colocada na fachada ao lado esquerdo da porta foi esculpida uma cruz latina em alto relevo e gravada a seguinte inscricao que recentemente foi avivada a negro em que se pode ler: LOUVADO SEJA O SANTO SACRAMENTO 1655.
Ora tudo coincide, a data e precisamente quando a inquisicao era mais severa e portanto, quando era essencial afirmar por todas as formas que se era cristao. O proprietario desta casa deveria ser pessoa de algumas posses;(os judeus sempre foram gente mais ou menos rica e instruida} para poder mandar fazer esta lapide, porque a maioria unicamente mandava ou esculpia pequenas cruses ou outros simbolos cristaos nas pedras ja existentes de suas casas. Os cristaos-velhos nunca tiveram necessidade de fazer tal prova de fe.
sábado, agosto 20, 2005
DE FERIAS
Tenho estado de ferias, por isso este projecto que comecei sofreu algum interregno. Entretanto vieram-me a mente varios factos, que foram ja por outros mais eruditos explorados:
Sabem os meus amigos de onde vem o facto tao peculiar de entre nos os "Algodrenses" e bem assim creio que entre grande parte dos nossos "patricios", de nunca cruzarem os bracos quando dois pares de pessoas se cumprimentam? Pois meus amigos vem dos judeus convertidos "cristaos novos" ou cripto-judeus, pois embora aparentassem cumprir os deveres de um bom cristao, nao deveriam nunca fazer nada que lhes lembra-se a cruz de Cristo e portanto nao cruzavam as maos, argumentando que dava azar. Este seu habito com o passar do tempo, foi generalizado pela nossa gente e por uma grande parte da populacao portuguesa.
Sabem os meus amigos de onde vem o facto tao peculiar de entre nos os "Algodrenses" e bem assim creio que entre grande parte dos nossos "patricios", de nunca cruzarem os bracos quando dois pares de pessoas se cumprimentam? Pois meus amigos vem dos judeus convertidos "cristaos novos" ou cripto-judeus, pois embora aparentassem cumprir os deveres de um bom cristao, nao deveriam nunca fazer nada que lhes lembra-se a cruz de Cristo e portanto nao cruzavam as maos, argumentando que dava azar. Este seu habito com o passar do tempo, foi generalizado pela nossa gente e por uma grande parte da populacao portuguesa.
sexta-feira, agosto 12, 2005
NOMES DE FAMILIA
Investigando os nomes usados pelos judeus ou cripto-judeus portugueses, descobri por curiosidade que todos os apelidos conhecidos, usados pela minha familia foram tambem usados por esse povo, aqui vao: CARDOSO, LOPES, ALMEIDA, ESPIRITO SANTO. Sera que tenho ascendentes judeus?
quinta-feira, agosto 11, 2005
APRESENTACAO
Sou Natural das antigas Terras de Algodres, hoje concelho de Fornos de Algodres, gosto de investigar a historia das nossas Terras. Como em tudo o que ate hoje foi publicado, nada existe que faca referencia ao povo Hebraico no nosso concelho, e como se sabe que nesta regiao viveram e deixaram testemunhos, decidi iniciar a investigacao sobre o assunto. Quero pedir a ajuda de todos , princialmente de todos os peritos nesta materia.
Todos nunca seremos demais para levar-mos a bom porto este barco.
Desde ja o bem sincero e bem Beirao.
Bem Hajam
Todos nunca seremos demais para levar-mos a bom porto este barco.
Desde ja o bem sincero e bem Beirao.
Bem Hajam
Sera que houve Judeus por ca
Creio que houve Judeus nas Terras de Algodres, vou tentar encontrar pistas, preciso da vossa ajuda.
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